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Julian Assange elogia Lula e critica Bolsonaro em publicação

24 de outubro de 2026
Julian Assange elogia Lula e critica Bolsonaro em publicação

Destaques

  • •Fundador do WikiLeaks relembrou apoio de Lula e criticou postura de Jair e Flávio Bolsonaro.
  • •Assange afirmou que o presidente brasileiro lutou por sua liberdade e foi gentil com seus filhos.
  • •O jornalista foi libertado em junho de 2024 após acordo judicial com os EUA.

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, utilizou suas redes sociais neste sábado (24) para elogiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e criticar o ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro. Assange relembrou o apoio recebido do petista durante seu período de prisão e destacou a ausência de manifestações por parte da família Bolsonaro em relação à sua libertação.

Assange, que ficou 1.901 dias em confinamento solitário por divulgar informações sobre assassinatos e espionagem do governo dos Estados Unidos, inclusive contra o Brasil, afirmou que Lula lutou por sua liberdade antes mesmo de assumir a Presidência. Segundo o jornalista, após deixar o cargo, o presidente brasileiro chegou a denunciar a perseguição que sofria ao papa Francisco, o que teria levado o pontífice a se encontrar com a família de Assange e oferecer ajuda.

“Lula foi gentil com meus filhos e não pediu nada em troca. Ao contrário, Jair e Flávio Bolsonaro não fizeram nem disseram nada”, escreveu Assange, que também se encontrou com o presidente brasileiro em Roma em abril de 2025, após sua libertação, para lamentar a morte do papa Francisco.

Relação com EUA e Israel

Na publicação, o jornalista australiano relacionou o posicionamento da família Bolsonaro à possível influência dos Estados Unidos e de Israel sobre as decisões brasileiras. “Sem a capacidade de dizer não a Washington e Tel Aviv, não pode haver política nacional, apenas diretrizes estrangeiras”, alertou.

Assange acrescentou que “os traidores entregam tudo em troca de uma parte do lucro, até mesmo a própria língua”, e denunciou que “as ordens são sempre as mesmas: ‘expandam o roubo de recursos e salários e calem a boca sobre o fato de que assassinamos crianças'”.

Trajetória de Assange

O WikiLeaks, fundado por Assange em 2006, ganhou notoriedade internacional em 2010 ao divulgar centenas de milhares de documentos militares e diplomáticos dos EUA, incluindo registros de má conduta em guerras no Iraque e Afeganistão. As publicações geraram uma disputa judicial com o governo americano, que o acusou de crimes relacionados à obtenção e divulgação de informações confidenciais de defesa nacional.

Assange foi preso em Londres em abril de 2019, após o Equador retirar seu asilo na embaixada do país, onde ele vivia desde 2012. Em junho de 2024, ele foi oficialmente libertado após chegar a um acordo judicial com o Departamento de Justiça dos EUA, declarando-se culpado de uma acusação relacionada à divulgação de informações confidenciais. Ele foi condenado ao mesmo número de anos que já havia cumprido na prisão, deixando o tribunal como um homem livre.

O presidente Lula comemorou a libertação de Assange, classificando o desfecho como uma vitória da democracia, e em outras ocasiões criticou a prisão do jornalista e defendeu sua liberdade.

Cronologia do caso

A trajetória de Assange envolveu diversas etapas legais e diplomáticas:

  • 2006: Fundação do WikiLeaks.
  • Agosto de 2010: Mandado de prisão emitido na Suécia após acusações de abuso sexual.
  • Novembro de 2010: WikiLeaks divulga telegramas diplomáticos dos EUA, levando o Departamento de Justiça a abrir investigação.
  • Agosto de 2012: Assange recebe asilo na Embaixada do Equador em Londres.
  • Abril de 2019: Assange é preso em Londres após o Equador retirar seu asilo.
  • Maio de 2019: EUA acusam Assange sob a Lei de Espionagem, com 18 acusações.
  • Junho de 2024: Assange e os EUA chegam a um acordo e o jornalista deixa a prisão no Reino Unido.

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