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Influenciador critica voto feminino; entenda a luta pelo sufrágio

22 de outubro de 2026
Influenciador critica voto feminino; entenda a luta pelo sufrágio

Destaques

  • •Influenciador Paulo Figueiredo afirma que mulheres "votam estatisticamente muito mal".
  • •Nova Zelândia foi o primeiro país a conceder o voto feminino em 1893.
  • •No Brasil, o direito ao voto feminino foi garantido em 1932.

O influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo gerou polêmica ao afirmar em uma transmissão online que as mulheres "votam, estatisticamente, muito mal", especialmente as solteiras, sugerindo que as casadas tendem a seguir o voto do marido. A declaração, que não apresentou dados que a embasem, reacendeu o debate sobre o sufrágio feminino e sua importância histórica.

A luta pelo direito ao voto pelas mulheres foi um processo longo e global. A Nova Zelândia foi pioneira, concedendo o sufrágio feminino em 1893, graças ao movimento liderado por Kate Sheppard. Outros países seguiram o exemplo ao longo do século XX.

A conquista do voto no Brasil

No Brasil, o direito ao voto feminino foi reconhecido em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas, por meio do Decreto 21.076, que instituiu o Código Eleitoral. Inicialmente, o voto era facultativo e só se tornou obrigatório em 1965, equiparando-se ao dos homens.

O cenário internacional e retrocessos

Enquanto a maioria dos países garante o direito ao voto feminino, existem exceções e retrocessos. A Arábia Saudita foi um dos últimos países a permitir o voto feminino, em 2015, restrito a eleições locais. Por outro lado, no Afeganistão, o voto feminino foi proibido após o retorno do Talibã ao poder em 2021, que tem imposto diversas restrições aos direitos das mulheres.

O que dizem os críticos

As declarações de Paulo Figueiredo foram amplamente criticadas por não apresentarem embasamento e por desconsiderarem a importância histórica da luta pelo sufrágio feminino. Movimentos feministas e especialistas em política ressaltam que o voto é um direito fundamental e que a participação das mulheres na democracia é essencial para a representatividade e a igualdade.

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