Inadimplência de aluguéis no Brasil atinge menor patamar desde abril de 2023
Destaques
- •Taxa de inadimplência de aluguéis cai para 2,93% em setembro, menor índice desde o início da série histórica.
- •Contratos de menor valor e imóveis comerciais registram índices de atraso significativamente acima da média nacional.
- •Acompanhar a evolução da inadimplência em diferentes faixas de valor e regiões, além do impacto dos juros elevados.
Boas notícias para o mercado de locação: a inadimplência de aluguéis no Brasil caiu para 2,93% em setembro, o menor índice registrado desde abril de 2023, quando o Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica começou a ser compilado. O resultado representa uma queda de 0,18 ponto percentual em relação a agosto e uma redução expressiva de 0,87 ponto percentual comparado a setembro do ano passado.
Apesar da melhora geral, o cenário não é homogêneo. Contratos de menor valor, especialmente os comerciais com aluguel até R$ 1 mil, continuam apresentando taxas de atraso muito acima da média nacional, chegando a 7,41%. Isso sugere uma vulnerabilidade financeira persistente nesses segmentos, mesmo com a queda geral do indicador.
Essa queda na inadimplência ocorre em paralelo a um aumento nos preços dos aluguéis, que subiram 9,13% nos últimos 12 meses, praticamente o dobro da inflação oficial. A análise da Superlógica considera pagamentos com mais de 60 dias de atraso ou quitados fora do prazo, oferecendo um panorama do fluxo de caixa efetivo dos locatários.
Ainda assim, o diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, Manoel Gonçalves, alerta que o cenário exige atenção devido aos juros ainda elevados e às pressões sobre o orçamento das famílias, fatores que podem impactar a capacidade de pagamento. Acompanhar a evolução regional e por faixa de valor será crucial para entender os próximos passos do mercado.

