Ibovespa recua 0,86% e fecha em 206.495 pontos com cautela eleitoral

Destaques
- •Índice Ibovespa encerrou a sessão em queda de 0,86%, aos 206.495 pontos, influenciado pela cautela eleitoral e pela performance de grandes empresas.
- •A pesquisa Quaest mostrou Flávio Bolsonaro com 45% e Lula com 44%, aumentando a volatilidade no mercado financeiro.
- •Investidores aguardam novos indicadores e o desenrolar da temporada de balanços nos EUA para definir os próximos movimentos do mercado.
O Ibovespa encerrou a última sessão em queda de 0,86%, aos 206.495 pontos, retomando o fluxo vendedor após a alta anterior. O índice oscilou entre a mínima de 205.988 pontos e a máxima de 209.244 pontos, permanecendo próximo do recorde histórico de 209.713 pontos. A cautela eleitoral, impulsionada pela pesquisa Quaest que mostrou Flávio Bolsonaro com 45% e Lula com 44%, ampliou a apreensão no mercado.
No gráfico diário, o Ibovespa continua acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, preservando a tendência principal de alta. No entanto, o índice permanece em uma faixa de lateralização nas últimas sessões, sem confirmar o rompimento da máxima histórica nem uma correção mais ampla. A estrutura ainda favorece os compradores, mas o mercado precisa de um novo gatilho para sair desse movimento lateral. O IFR (14) recuou para 67,87 pontos, próximo da região de sobrecompra, mas sem indicar uma condição extrema.
Pontos de atenção e próximos alvos
Para retomar o avanço, o Ibovespa precisará superar a máxima histórica de 209.713 pontos. Acima desse nível, projetam-se alvos em 215.630 pontos, 221.450 pontos e, em um movimento mais prolongado, 230.000 pontos. Pelo lado vendedor, a perda dos 203.980 pontos poderá intensificar o fluxo corretivo, com suporte seguinte em 199.354 pontos. Abaixo dessa faixa, acompanham-se os 189.487 pontos e, em uma correção mais ampla, os 181.560 pontos.
No gráfico de 60 minutos, identifica-se o enfraquecimento da estrutura, com o Ibovespa encerrando a sessão abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. A máxima do pregão alcançou 209.244 pontos, mas o índice não conseguiu sustentar o avanço acima da primeira resistência. Para recuperar força compradora, considera-se necessário firmar-se acima dos 208.685 pontos e, posteriormente, romper a máxima histórica de 209.713 pontos. Caso confirme esse movimento com entrada de volume, os próximos alvos ficam em 212.535/215.470 pontos e 219.890/222.025 pontos.
Minicontratos e Dólar
Os contratos de mini-índice (WINZ26) encerraram a última sessão em queda de 1,73%, aos 209.460 pontos. O contrato voltou ao campo negativo e encerrou abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos, mantendo o risco de continuidade da correção. Para o pregão, acompanham-se como referências imediatas o suporte em 209.460/208.520 pontos e a resistência em 210.255/210.670 pontos.
Os contratos de minidólar (WDOX26) encerraram a última sessão próximos da estabilidade, com leve queda de 0,05%, aos 5.033,5 pontos. O minidólar manteve o fluxo negativo, ainda que a variação da última sessão tenha sido pequena. No gráfico de 15 minutos, o contrato fechou abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, reforçando a necessidade de atenção ao suporte imediato em 5.028,5/5.013,5 pontos e à primeira resistência em 5.041/5.052,5 pontos.
No exterior, Wall Street avançou com os balanços do terceiro trimestre, mas o desempenho positivo em Nova York não evitou a correção da Bolsa brasileira. A temporada de resultados nos Estados Unidos também poderá influenciar o apetite por risco. Para os traders, o foco estará na pesquisa Datafolha e na volatilidade dos dois últimos pregões antes do segundo turno.
Matérias originais
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- Mini-índice (WINZ26): reta final eleitoral mantém volatilidade elevada · infomoney.com.br
- Minidólar (WDOX26): veja suportes e resistências para esta quinta-feira · infomoney.com.br
- Ibovespa Hoje Ao Vivo: Confira o que movimenta Bolsa, Dólar e Juros nesta quinta · infomoney.com.br



