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Dólar e Ibovespa reagem a pesquisas eleitorais e tensões globais

22 de outubro de 2026
Dólar e Ibovespa reagem a pesquisas eleitorais e tensões globais

Destaques

  • •Mercado brasileiro acompanha pesquisas eleitorais e reunião do CMN nesta quinta-feira (22).
  • •Preços do petróleo disparam com escalada de tensões no Oriente Médio e ataques no Estreito de Ormuz.
  • •Investidores aguardam divulgação de nova pesquisa Datafolha e dados do mercado de trabalho dos EUA.

O mercado financeiro brasileiro opera em compasso de espera nesta quinta-feira (22), com investidores atentos às últimas pesquisas eleitorais para o segundo turno presidencial e à reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN). No cenário internacional, a alta nos preços do petróleo, impulsionada por tensões geopolíticas no Oriente Médio, adiciona volatilidade ao pregão.

A disputa presidencial segue no centro das atenções. Após a divulgação da pesquisa Quaest na véspera, que indicou um empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o mercado aguarda a nova pesquisa Datafolha, prevista para ser divulgada após as 19h. A incerteza eleitoral tem sido um fator de pressão para o Ibovespa, que fechou em queda na quarta-feira (21), enquanto o dólar operou em alta.

Cenário eleitoral e fiscal em foco

A proximidade do segundo turno das eleições presidenciais no Brasil intensifica a volatilidade no mercado. Pesquisas recentes mostram uma disputa acirrada, com Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) em empate técnico, segundo levantamento da Quaest. A aversão ao risco aumenta com a indefinição sobre o próximo presidente, impactando diretamente o desempenho da bolsa brasileira e a cotação do dólar.

Além do cenário eleitoral, o mercado também avalia o encaminhamento de uma PEC pelo governo que prevê tarifa zero para transporte coletivo aos finais de semana, com um custo estimado de R$ 12 bilhões. A proposta levanta questões sobre o cenário fiscal do país, um ponto crucial para a confiança dos investidores.

Petróleo em alta com tensões geopolíticas

No mercado internacional, os preços do petróleo voltaram a subir nesta quinta-feira. Novos ataques de houthis na Arábia Saudita e a escalada das tensões no Estreito de Ormuz aumentam as preocupações com interrupções no fornecimento de petróleo bruto. O barril do Brent, referência internacional, superou os US$ 112, atingindo um dos maiores níveis em cinco meses.

As tensões entre Estados Unidos e Irã também continuam a influenciar as cotações. O Irã reforçou sua postura de não negociar com Washington até que suas exigências sejam atendidas, o que inclui o fim das sanções americanas e o bloqueio de seus portos. Essa instabilidade geopolítica contribui para a volatilidade nos mercados globais de commodities.

Agenda econômica e corporativa

A agenda econômica desta quinta-feira inclui a divulgação de indicadores importantes nos Estados Unidos, como os pedidos iniciais e contínuos de seguro-desemprego, que podem influenciar as decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed). No Brasil, a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) é acompanhada de perto, embora o impacto dependa dos temas discutidos e de eventuais decisões.

No campo corporativo, o Bradesco divulgará seus resultados do terceiro trimestre após o fechamento do mercado. A temporada de balanços continua, com empresas como Procter & Gamble e Lockheed Martin apresentando seus números no exterior.

Outro ponto de atenção é a terceira fase do programa Desenrola, que prevê a renegociação de até R$ 90 bilhões em dívidas antigas, com custo estimado para a União de R$ 9 bilhões. O edital de chamamento dos bancos será publicado nesta quinta-feira.

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