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Democratas processam Trump para impedir interferência em eleições estaduais

22 de outubro de 2026
Democratas processam Trump para impedir interferência em eleições estaduais

Destaques

  • •Líderes democratas acusam governo Trump de tentar usurpar autoridade estadual em eleições.
  • •Ação judicial busca impedir remoção de eleitores legítimos e intimidação de autoridades.
  • •Grupos republicanos investiram US$ 277 milhões em campanha de última hora para apoiar candidatos.

Líderes do Partido Democrata entraram com uma ação judicial em um tribunal federal na quarta-feira (21/10) para impedir que o governo do presidente Donald Trump interfira nas eleições estaduais e intimide autoridades eleitorais. A ação busca uma ordem judicial que proíba o governo de remover eleitores legítimos das listas de registro ou de negar-lhes o direito de voto, além de coibir ameaças de processos contra autoridades locais antes de 3 de novembro.

Os demandantes, liderados pelo senador Chuck Schumer e pelo deputado Hakeem Jeffries, juntamente com o Comitê de Campanha Senatorial Democrata, o Comitê Democrata do Congresso e a Associação de Governadores, apontam para ações recentes do Departamento de Justiça na Califórnia, onde houve tentativas de interromper a contagem de votos por correspondência de pessoas rotuladas como "prováveis" não cidadãs. O documento legal alega que o presidente Trump tem "bombardeado o povo americano com mentiras e desinformação sobre eleições e fraude eleitoral" por mais de uma década.

Ação contra interferência e desinformação

A ação judicial apresentada em Washington busca especificamente uma ordem judicial que proíba o governo de remover eleitores legítimos das listas de registro ou de negar-lhes o direito de votar. Os democratas também querem uma decisão contra as ameaças de processos contra autoridades locais antes de 3 de novembro.

O documento judicial cita diretamente ações recentes do Departamento de Justiça na Califórnia, onde foram feitas tentativas de interromper a contagem de votos por correspondência de pessoas arbitrariamente rotuladas como “prováveis” não cidadãs, até que seu status imigratório pudesse ser verificado. O documento legal apresentado ao tribunal federal alega que o presidente Donald J. Trump "bombardeou o povo americano com mentiras e desinformação sobre eleições e fraude eleitoral" por mais de uma década.

O caso foi atribuído ao juiz presidente James Boasberg, conhecido por decisões anteriores contra a Casa Branca. Os principais réus incluem o presidente dos EUA, Donald Trump, o Departamento de Justiça, o procurador-geral Todd Blanche, o Departamento de Segurança Interna e seu secretário, Markwayne Mullin.

Gastos milionários em campanhas republicanas

Em paralelo à ação judicial, grupos políticos do presidente Donald Trump investiram a quantia sem precedentes de US$ 277 milhões em uma intensa campanha de última hora para apoiar candidatos republicanos antes da eleição de 3 de novembro. O principal Super PAC de Trump, o Make America Great Again (MAGA Inc.), relatou desembolsos de quase US$ 277 milhões desde o início de setembro.

Essa quantia inclui transferências maciças para duas organizações afiliadas dedicadas à propaganda política: US$ 200 milhões alocados para a No Going Back PAC Inc. e US$ 25 milhões alocados para a Safety & Affordability PAC Inc. Grande parte desse financiamento se concentrou em estados-chave como o Texas. No entanto, analistas apontam que a decisão de adiar a compra de anúncios até a reta final diminuiu o poder de compra da campanha, forçando-a a pagar tarifas até cinco vezes maiores devido à escassez de espaço publicitário.

Apesar de ter começado setembro com mais de US$ 416 milhões em caixa e de continuar a arrecadar fundos de investidores de elite, o próprio Trump anunciou nas redes sociais sua intenção de aumentar o investimento total para mais de US$ 400 milhões até o dia da eleição. Isso inclui fundos adicionais destinados a comícios, contato direto com eleitores, programas de mobilização e estratégias de integridade eleitoral.

Posicionamento do Departamento de Justiça

Por sua vez, o Departamento de Justiça defendeu suas medidas em um comunicado oficial, argumentando que a prioridade absoluta do governo é a integridade das eleições e que suas ações são estritamente baseadas na lei. A pasta afirmou que suas ações são baseadas na lei e visam garantir a lisura do processo eleitoral.

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