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Ibovespa fecha em queda antes do 2º turno; dólar sobe e Bitcoin recua

23 de outubro de 2026
Ibovespa fecha em queda antes do 2º turno; dólar sobe e Bitcoin recua

Destaques

  • •Ibovespa recua 1,15% no último pregão antes do segundo turno eleitoral, influenciado por cautela e dados de inflação.
  • •Dólar avança 0,57% com fortalecimento da moeda americana no exterior; Bitcoin tem queda de 3,69%.
  • •Mercado aguarda pesquisas eleitorais finais, debate presidencial e indicadores econômicos para definir rumos.

O Ibovespa encerrou a última sessão antes do segundo turno das eleições presidenciais em queda de 1,15%, aos 204.120 pontos. O índice, que oscilou entre 203.051 e 206.493 pontos, demonstrou um movimento de correção e lateralização, mantendo-se próximo do recorde histórico de 209.713 pontos. A perda de força nas últimas sessões reforça a necessidade de cautela no curto prazo, com o índice negociando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 60 minutos.

Para retomar o fluxo comprador, o Ibovespa precisará superar as resistências em 204.455/206.425 pontos. Caso confirme esse rompimento, os próximos objetivos ficam em 208.685/209.713 pontos. No sentido contrário, a perda dos 203.050 pontos poderá intensificar a correção até 199.354 pontos.

Cenário eleitoral e econômico em foco

O pregão foi marcado pela cautela dos investidores, influenciada pela pesquisa Datafolha que indicou um empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ambos com 50% dos votos válidos. A pesquisa também apontou um leve aumento na rejeição a Bolsonaro e uma queda na rejeição a Lula. Além disso, os investidores estiveram atentos à divulgação do IPCA-15, prévia da inflação oficial de outubro, e ao último debate presidencial na TV Globo.

A volatilidade internacional, com preocupações em torno das ações de tecnologia em Inteligência Artificial e a alta dos preços do petróleo, também contribuiu para o receio do mercado. Nos Estados Unidos, o Nasdaq e o S&P 500 recuaram, enquanto o Dow Jones teve leve alta.

O IPCA-15, prévia da inflação oficial, registrou alta de 0,32% em outubro, abaixo da expectativa de mercado. O dado, divulgado pelo IBGE, reforça a leitura de que o processo inflacionário está mais comportado, o que pode indicar a continuidade dos cortes na taxa Selic pelo Banco Central. No entanto, especialistas alertam que a inflação de serviços subjacentes, que exclui itens voláteis, ainda acumula alta de 5,5% em 12 meses, o que dificulta o retorno à meta de 3% e limita o espaço para cortes mais agressivos nos juros.

Minicontratos e ativos em destaque

Os contratos de mini-índice (WINZ26) encerraram em queda de 1,49%, aos 206.100 pontos, refletindo a queda do Ibovespa e a aversão ao risco. A perda da faixa de 205.865/205.290 pontos pode intensificar o fluxo vendedor. Para retomar a alta, o ativo precisará superar a resistência em 206.755/207.695 pontos.

Já os contratos de minidólar (WDOX26) fecharam em alta de 0,57%, aos 5.062 pontos, acompanhando o fortalecimento da moeda norte-americana no exterior. O contrato retomou o fluxo positivo e fechou acima das médias móveis, com resistência imediata em 5.068/5.078,5 pontos. A perda do suporte em 5.056/5.042 pontos poderá intensificar o fluxo vendedor.

O contrato futuro de Bitcoin (BITV26) encerrou em queda de 3,69%, aos 410.340 pontos, com viés de curto prazo mais negativo. A perda de 405.340/401.855 pontos pode ampliar o fluxo vendedor.

Próximos passos

Os investidores seguirão atentos às pesquisas eleitorais finais, ao debate presidencial e à divulgação de indicadores econômicos importantes, como o IPCA-15. A volatilidade deve permanecer elevada no mercado brasileiro até a definição do segundo turno das eleições. O banco Safra projeta que o Ibovespa tem espaço para subir 27,4% até 2027, alcançando 260 mil pontos, impulsionado por um cenário macroeconômico mais favorável com ajustes fiscais e juros mais baixos. No entanto, a questão fiscal segue como principal preocupação dos investidores.

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