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Home equity cresce 30,9% e movimenta R$ 6,67 bi em 2026

22 de outubro de 2026
Home equity cresce 30,9% e movimenta R$ 6,67 bi em 2026

Destaques

  • •Modalidade de crédito que usa imóvel como garantia registra alta de 30,9% no primeiro semestre de 2026, atingindo R$ 6,67 bilhões.
  • •Especialistas alertam para o risco de perder o imóvel em caso de inadimplência, apesar das taxas de juros mais baixas.
  • •Comparar o Custo Efetivo Total (CET) e avaliar a capacidade de pagamento são cruciais antes de contratar.

O home equity, modalidade de crédito que utiliza um imóvel como garantia, registrou um crescimento de 30,9% no primeiro semestre de 2026, movimentando R$ 6,67 bilhões. O valor é superior aos R$ 5,10 bilhões do mesmo período do ano anterior. A busca por essa alternativa se intensifica em um cenário de juros elevados e dificuldades financeiras para muitos brasileiros, que buscam trocar dívidas com taxas mais altas por parcelas menores.

A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) aponta que o valor médio dos empréstimos de home equity atingiu R$ 267 mil, com prazo médio de 13 anos. O montante contratado corresponde, em média, a 33% do valor do imóvel dado em garantia, uma relação conhecida como loan to value (LTV).

O que atrai no home equity?

A principal vantagem do home equity reside nas taxas de juros inferiores às oferecidas em linhas de crédito sem garantia. Segundo o Banco Central, a taxa média de crédito livre para pessoas físicas em junho chegou a 64% ao ano, o que torna a oferta de juros mais baixos no home equity um atrativo significativo. Além disso, os prazos mais longos para pagamento também aliviam o orçamento mensal do tomador.

A modalidade é especialmente recomendada para substituir dívidas com juros mais altos, desde que o consumidor tenha capacidade de arcar com as novas parcelas. Projetos de longo prazo, como reformas, investimentos em negócios ou reorganização financeira, também se beneficiam dessa linha de crédito.

O risco de perder o imóvel

Apesar das vantagens, o home equity carrega um risco considerável: a perda do imóvel em caso de inadimplência. Na alienação fiduciária, o bem fica vinculado à instituição credora como garantia. Se o devedor não regularizar a situação, o imóvel pode ser levado a leilão para quitar a dívida. O fato de o imóvel ser a residência da família não impede essa execução, pois ele foi oferecido voluntariamente como garantia.

Especialistas alertam que uma parcela menor não significa necessariamente uma dívida mais barata. Prazos de pagamento muito longos, como os de 13 anos, podem resultar em um custo total elevado ao final do contrato, mesmo com juros menores. A Lei 14.711/2023, conhecida como Marco Legal das Garantias, ampliou as possibilidades de uso de garantias imobiliárias, mas também reforça a necessidade de atenção às condições contratuais.

Como comparar e contratar com segurança

A comparação entre propostas de home equity deve ir além da taxa de juros anunciada e considerar o Custo Efetivo Total (CET), que engloba juros, tarifas, IOF, despesas com avaliação do imóvel, custos cartorários e seguros. É fundamental verificar se os juros são prefixados ou se o saldo devedor está sujeito a índices de atualização, que podem variar o valor das parcelas.

O prazo de liberação dos recursos também é um ponto a ser observado. Embora a análise inicial possa ser rápida, o processo completo, incluindo avaliação do imóvel e registro da garantia, pode levar mais tempo. O planejamento do fluxo de caixa e a capacidade de pagamento diante de imprevistos são decisivos para evitar o endividamento e a perda do patrimônio.

A flexibilidade de linhas de crédito com garantia de imóvel (LCGI) permite ao cliente utilizar um limite pré-aprovado conforme a necessidade, pagando juros apenas sobre o valor sacado. Essa modalidade pode ser útil para quem precisa de recursos em etapas, mas exige disciplina financeira para não prolongar a dívida.

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