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Google, Meta e TikTok processam Califórnia por lei de redes sociais para menores

06 de novembro de 2026
Google, Meta e TikTok processam Califórnia por lei de redes sociais para menores

Destaques

  • •Gigantes da tecnologia Google, Meta e TikTok entraram com ações judiciais contra uma nova lei da Califórnia que restringe recursos de redes sociais para menores de 16 anos.
  • •As empresas argumentam que a legislação viola a liberdade de expressão e a Primeira Emenda da Constituição dos EUA, além de questionar a interferência do governo nas decisões editoriais das plataformas.
  • •A lei proíbe o uso de algoritmos de recomendação e reprodução automática de vídeos para usuários com menos de 16 anos, visando proteger a saúde mental dos jovens.

As gigantes de tecnologia Google, Meta e TikTok entraram com ações judiciais contra uma nova lei da Califórnia que visa restringir recursos considerados viciantes em redes sociais para menores de 16 anos. As empresas alegam que a legislação, conhecida como Projeto de Lei 1709, viola direitos constitucionais fundamentais, incluindo a liberdade de expressão garantida pela Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, e limita a autonomia das plataformas.

A legislação proíbe especificamente o uso de algoritmos de recomendação personalizada e a reprodução automática de vídeos para usuários com menos de 16 anos. O objetivo do governo da Califórnia é combater o uso compulsivo das redes sociais por crianças e adolescentes, restringindo funcionalidades que podem levar à permanência prolongada nas plataformas e impactar negativamente a saúde mental dos jovens.

Argumentos das empresas de tecnologia

Em ações judiciais separadas, Google, Meta e TikTok sustentam que a lei da Califórnia contraria a Primeira Emenda, que protege a liberdade de expressão. Além disso, as empresas questionam a compatibilidade da medida com a Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações, uma norma federal que isenta as plataformas de responsabilidade pelo conteúdo publicado por terceiros. A Meta, proprietária do Instagram, apresentou um argumento adicional, acusando o governo estadual de interferência editorial. A empresa afirma que o poder público não deve substituir as decisões das plataformas sobre como organizar e exibir conteúdos aos seus usuários.

Defesa do governo da Califórnia

O governador da Califórnia, Gavin Newsom, defendeu a legislação ao sancioná-la, rebatendo as críticas das empresas. Ele enfatizou que a proteção da saúde mental de crianças e adolescentes deve ser uma prioridade para o estado, diante dos riscos associados ao uso de tecnologias sem regulação adequada. Newsom declarou que o governo não pode permanecer inerte enquanto essas tecnologias colocam em risco a saúde mental de menores. A justificativa apresentada pelo governo estadual reforça a necessidade de estabelecer limites para as funcionalidades das plataformas destinadas ao público jovem.

O que está em jogo

A contestação judicial levanta discussões importantes sobre os limites da atuação governamental sobre o funcionamento das redes sociais e a autonomia das empresas em definir a organização do conteúdo oferecido aos usuários. A proibição de algoritmos de recomendação e reprodução contínua para menores de 16 anos é um dos pontos centrais do questionamento apresentado pelas companhias à Justiça, que agora deverá decidir sobre o equilíbrio entre a proteção de menores e a liberdade de expressão e operação das plataformas digitais.

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