Geadas na Argentina causam perdas de até 15% na safra de trigo

Destaques
- •Geadas tardias e chuvas limitaram a exposição solar do trigo na Argentina, causando perdas de até 15% em algumas regiões.
- •A Argentina é o principal fornecedor de trigo para o Brasil, o que pode impactar o abastecimento e os preços no mercado brasileiro.
- •A Bolsa de Cereais de Buenos Aires mantém a estimativa de produção em 23,4 milhões de toneladas, mas alerta para riscos caso as condições adversas persistam.
Geadas tardias registradas nas últimas semanas causaram perdas entre 10% e 15% da safra de trigo 2026/27 em algumas regiões da Argentina. As baixas temperaturas recentes foram acompanhadas por chuvas e dias com exposição solar limitada, o que também pode afetar o rendimento das plantas, informou a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BdeC) nesta quinta-feira (22). Apesar dos danos, a bolsa manteve, por enquanto, sua estimativa de produção do cereal em 23,4 milhões de toneladas.
Impacto no Brasil e no mercado
A Argentina é um importante exportador de trigo e o maior fornecedor ao Brasil. As perdas na safra argentina podem gerar preocupações sobre o abastecimento e o preço do cereal no mercado brasileiro, embora a BdeC tenha afirmado que as condições do cultivo não refletem alterações consideráveis em seu relatório agrícola semanal. No entanto, a bolsa destacou que, caso as condições adversas persistam, elas poderiam comprometer o potencial de rendimento.
Colheita e estimativas divergentes
A colheita do trigo na Argentina está prevista para começar em novembro. Na quarta-feira (21), a Bolsa de Comércio de Rosário havia elevado sua estimativa para a safra de trigo para 23,8 milhões de toneladas, mostrando uma divergência nas projeções de mercado.
Milho também afetado
Com relação ao milho da safra 2026/27, a Bolsa de Buenos Aires informou que, no oeste e no sul da região agrícola da Argentina, as baixas temperaturas e as condições úmidas estão atrasando o plantio. A implantação do milho está concluída em apenas 39,8% da área prevista. Para a BdeC, a Argentina, que é o terceiro maior exportador mundial do cereal, terá uma safra de 66 milhões de toneladas.



