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Flávio Bolsonaro nega ajuda externa para fuga para os EUA após derrota eleitoral

05 de novembro de 2026
Flávio Bolsonaro nega ajuda externa para fuga para os EUA após derrota eleitoral

Destaques

  • •Senador Flávio Bolsonaro afirma ter organizado sua saída do Brasil sozinho após a derrota eleitoral, apesar de relatos de ajuda de aliados de Trump.
  • •Bolsonaro alega que decidiu fugir para evitar prisão e critica o Judiciário brasileiro, enquanto o PL já havia reconhecido o resultado das eleições.
  • •Apesar de estar nos EUA, Flávio Bolsonaro nomeou assessores para seu gabinete no Senado e participou remotamente de votações, gerando questionamentos.

O senador Flávio Bolsonaro afirmou em entrevista ao The New York Times que organizou sua saída do Brasil e chegada aos Estados Unidos de forma autônoma, negando qualquer ajuda de governos estrangeiros. A declaração contrasta com relatos de que um jato particular teria sido providenciado por um conselheiro de Donald Trump e que sua entrada nos EUA foi autorizada pelo ex-presidente americano. Flávio Bolsonaro deixou o Brasil em 27 de outubro, dois dias após sua derrota para Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial, e após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinar a entrega de seus passaportes no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro.

Decisão de fugir e alegações de fraude

Segundo Flávio Bolsonaro, a decisão de deixar o país foi tomada na manhã seguinte à derrota eleitoral, por acreditar que enfrentaria uma condenação certa caso permanecesse no Brasil. Ele classificou o Judiciário como excessivamente rigoroso e politicamente motivado. O senador também reiterou alegações de fraude nas eleições, apesar de o Tribunal Superior Eleitoral e observadores internacionais terem atestado a integridade do pleito. Ele sugeriu que a prorrogação do horário de votação poderia ter sido usada para adicionar votos ilegalmente a Lula, embora o número de votos afetados fosse insuficiente para alterar o resultado. O próprio partido de Flávio Bolsonaro, o PL, já havia reconhecido oficialmente a derrota.

Atuação política à distância e questionamentos no Senado

Apesar de estar nos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro nomeou dois assessores para seu gabinete no Senado, incluindo um ex-funcionário de seu irmão, Eduardo Bolsonaro. As nomeações foram oficializadas enquanto ele já estava em território americano. Ele também participou remotamente de votações no Senado, como a da PEC da Segurança Pública, o que gerou questionamentos de outros parlamentares sobre a ausência de comunicação formal de sua saída do país e a validade de seus votos. A Secretaria-Geral da Mesa do Senado, no entanto, sustenta que seu mandato segue normalmente, pois não há decisão judicial que o impeça de exercer suas funções.

Planos futuros e legado familiar

Flávio Bolsonaro afirmou que pretende continuar atuando politicamente dos Estados Unidos e espera que sua permanência no país seja temporária, mas não descartou a possibilidade de disputar novamente a Presidência caso haja novas eleições. Ele também planeja apoiar aliados no Brasil que promovam sua agenda. A situação familiar é complexa, com seu pai, Jair Bolsonaro, enfrentando uma pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe, e seu irmão Eduardo já residindo nos EUA. Flávio e sua família têm permissão para permanecer nos Estados Unidos por pelo menos um ano sob um status migratório humanitário.

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