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Fitch espera política fiscal mais rígida no Brasil em 2025

21 de outubro de 2026
Fitch espera política fiscal mais rígida no Brasil em 2025

Destaques

  • •Agência de classificação de risco Fitch Ratings projeta aperto fiscal no Brasil em 2025, independentemente do vencedor da eleição presidencial.
  • •Expectativa de desaceleração econômica e Selic em 11,75% ao final do próximo ano, com juros reais elevados limitando consumo e investimento.
  • •Ajuste fiscal significativo pode acelerar queda da Selic e pressionar juros de longo prazo para baixo.

A agência de classificação de risco Fitch Ratings espera uma política fiscal mais rígida no Brasil no próximo ano, independentemente de quem vencer a disputa presidencial em segundo turno. A análise da agência, divulgada nesta quarta-feira (21), aponta que o aperto das contas públicas e a taxa de juros elevada deverão pesar sobre a atividade econômica do país.

A Fitch justificou sua expectativa de um aperto nas contas públicas citando o déficit orçamentário do país, que já ultrapassa 8% do PIB, e a relação dívida/PIB, que supera 80%. A agência prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresça 1,9% este ano e 1,4% em 2027. Quanto à taxa Selic, atualmente em 13,75%, a Fitch estima que ela chegue ao final do próximo ano em 11,75%.

Juros e inflação em foco

A agência ressaltou que a taxa de juros poderia cair mais rapidamente caso ocorra um ajuste fiscal significativo. Isso também poderia pressionar para baixo os juros de prazo mais longo. No entanto, o Banco Central deverá manter os juros reais elevados.

Essa manutenção de juros reais altos se dá em meio a expectativas de inflação elevada e à persistência da inflação de serviços. A Fitch alerta que essa conjuntura manterá elevado o comprometimento do setor privado com o serviço da dívida.

Impacto na economia

O aperto fiscal e os juros reais elevados deverão limitar o consumo das famílias e o investimento das empresas, mesmo com a queda dos juros nominais. O crescimento do crédito também será afetado por esse cenário.

A desaceleração econômica é esperada tanto para este ano quanto para o próximo, segundo os comentários da Fitch sobre o Brasil.

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