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Ex-presidente da Suzano defende reformas estruturais e ajuste fiscal para Lula

26 de outubro de 2026
Ex-presidente da Suzano defende reformas estruturais e ajuste fiscal para Lula

Destaques

  • •Walter Schalka, ex-presidente da Suzano, vê no governo Lula uma chance para reformas estruturais e melhora do ambiente econômico.
  • •O empresário critica a política de gastos com juros altos, que leva ao endividamento de famílias e empresas, e defende equilíbrio fiscal.
  • •Schalka aponta a necessidade de reformas no Judiciário, segurança pública, Previdência, educação e política fiscal para o crescimento do país.

O ex-presidente da Suzano e atual membro do conselho de administração da companhia, Walter Schalka, avalia que o quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) representa uma nova oportunidade para o Brasil cumprir o lema de campanha de 2022, "união e reconstrução". Segundo o empresário, o país, que se encontra dividido e com dificuldades em oferecer esperança e crescimento à população, precisa de reformas estruturais para alcançar um desenvolvimento constante.

"Lula tem agora a oportunidade de fazer reformas estruturais necessárias para crescimento constante e da natureza que precisamos", disse Schalka em entrevista ao Estadão/Broadcast. Ele também lamentou decisões monocráticas, como a do ministro Zanin, e expressou preocupação com possíveis questionamentos ao processo eleitoral, reforçando a necessidade de uma reforma no Judiciário e de mudanças nas instituições.

Reformas estruturais e ajuste fiscal

Schalka defendeu uma série de mudanças em áreas cruciais para o país. Além da reforma judicial, ele apontou a necessidade de avanços na segurança pública, com o enfrentamento ao domínio de facções criminosas; na Previdência, para reduzir o déficit orçamentário; na educação; e na política de subsídios.

Um ponto central da sua fala foi a cobrança por um ajuste fiscal que permita a redução dos juros e alivie o endividamento de famílias e empresas. "Hoje temos o pé no acelerador de gastos e o pé no freio de juros. Isso leva ao endividamento da população e das empresas, com muitas delas indo para recuperações judiciais", alertou.

Ele criticou a dependência de programas de auxílio para lidar com o endividamento, como o "Desenrola", e enfatizou a importância do equilíbrio fiscal para a queda dos juros. "O problema das famílias endividadas não vai se resolver com um programa ‘Desenrola 4, ou 5’. Precisamos reduzir juros, com equilíbrio fiscal", afirmou.

Relação entre Poderes e próximos passos

O empresário destacou que a relação entre o Planalto e o Congresso Nacional será fundamental para a aprovação das propostas de reforma. Ele defendeu uma responsabilidade compartilhada entre os Poderes, onde o Congresso deve aprovar as medidas e o governo, propor.

"Todos no País têm de ter responsabilidade, tanto o Congresso quanto o governo: o Congresso de passar (as reformas) e o governo de propor", declarou Schalka. A articulação política e a capacidade de negociação serão decisivas para a implementação de um plano de crescimento sustentável para o Brasil.

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