EUA: Governo Trump pede suspensão de eleição no Alasca por confusão de nomes

Destaques
- •Departamento de Justiça dos EUA solicita suspensão da certificação eleitoral no Alasca em caso de derrota do senador Dan Sullivan.
- •Ação alega que outro candidato com o mesmo sobrenome, Daniel J. Sullivan, pode confundir eleitores e prejudicar o senador republicano.
- •A disputa eleitoral ocorre em 3 de novembro e o sistema de votação por ordem de preferência do Alasca é central na argumentação.
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou uma ação judicial para tentar impedir a certificação do resultado da eleição ao Senado no Alasca, caso o senador republicano Dan Sullivan seja derrotado. A decisão, confirmada pelo próprio Trump na sexta-feira (23.out.2026), visa evitar que um homônimo do senador, chamado Daniel J. Sullivan, receba votos destinados ao titular e, consequentemente, prejudique sua reeleição.
A petição foi apresentada pelo Departamento de Justiça na quinta-feira (22.out) e considera uma hipótese específica: a derrota do senador Dan Sullivan, seguida por uma recontagem dos votos por ordem de preferência, onde os votos direcionados a Daniel J. Sullivan poderiam ser transferidos para o senador, alterando o resultado final. Nesse cenário, o governo quer suspender a certificação até que uma investigação determine a real intenção dos eleitores.
O sistema de votação do Alasca
O Alasca utiliza um sistema de votação por ordem de preferência. Caso nenhum candidato atinja a maioria na primeira rodada, o menos votado é eliminado, e suas cédulas são redistribuídas de acordo com a segunda opção indicada pelo eleitor. Esse método permite que dois candidatos com o mesmo sobrenome, como os dois Sullivans, apareçam na mesma cédula, mas em posições distintas.
A ação judicial busca uma ordem para suspender a oficialização do resultado eleitoral sob as condições descritas. O protocolo da petição, no entanto, não exclui candidatos nem interrompe a votação em si. A eleição está marcada para 3 de novembro.
Quem é o homônimo e o que dizem os envolvidos
Daniel J. Sullivan, o homônimo do senador, é um professor aposentado de Petersburg, que trabalhou por 15 anos no Serviço Florestal dos Estados Unidos. Embora registrado como republicano, ele aparece na cédula sem identificação partidária, enquanto o senador Dan Sullivan é identificado como republicano e atual ocupante do cargo.
A permanência de Daniel J. Sullivan na disputa já foi confirmada pela Justiça estadual. Em junho, a autoridade eleitoral tentou excluí-lo, mas um tribunal reverteu a decisão, e a Suprema Corte do Alasca manteve sua participação. Em entrevista ao jornal local Petersburg Pilot, Daniel J. Sullivan negou ter a intenção de enganar eleitores ou atuar em conjunto com a adversária democrata, Mary Peltola, e defendeu que os eleitores busquem informações para distinguir os concorrentes.
Por outro lado, a senadora democrata Mary Peltola acusou o senador republicano de usar suas conexões em Washington para manipular a disputa. A senadora republicana Lisa Murkowski também criticou a ação do Departamento de Justiça, afirmando que a cédula já diferencia os candidatos.
Contexto político e próximos passos
A iniciativa do Departamento de Justiça ocorre em meio às eleições de meio de mandato, que definirão o controle do Congresso americano. Em julho, o presidente Trump demitiu dois integrantes democratas da Comissão de Assistência Eleitoral, órgão que presta apoio técnico às autoridades eleitorais, mas não controla as cédulas nem a administração estadual das eleições.
A ação judicial é um pedido para suspender a certificação do resultado eleitoral no Alasca em uma situação hipotética de derrota do senador Dan Sullivan e de potencial confusão de votos com o candidato Daniel J. Sullivan. A decisão final sobre a certificação dependerá do resultado da votação e de eventuais determinações judiciais.
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- Trump tenta barrar certificação de eleição no Alasca · poder360.com.br


