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EUA e Israel planejam novos ataques ao Irã após eleições; Teerã promete retaliação

22 de outubro de 2026
EUA e Israel planejam novos ataques ao Irã após eleições; Teerã promete retaliação

Destaques

  • •Militares dos EUA e Israel elaboram planos para ataques intensos contra infraestrutura energética, nuclear e de mísseis do Irã.
  • •Teerã ameaça retaliar com ataques a centros de dados e cabos de internet, elevando o risco de uma guerra regional.
  • •Decisão final sobre os ataques depende do presidente Trump, que vetou operações anteriores, e a instabilidade política em Israel pode influenciar os planos.

Militares dos Estados Unidos e de Israel desenvolveram planos detalhados para uma nova rodada de ataques contra o Irã, com o objetivo de pressionar o país a fazer concessões diplomáticas. A ofensiva, que seria curta mas intensa, visaria infraestrutura energética, instalações nucleares e o arsenal de mísseis e drones iranianos. A ação militar conjunta intensificou exercícios, incluindo voos sobre o Iraque para simular manobras de ataque, e o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, discutiu os planos com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.

Alvos e Motivações

Os alvos potenciais incluem refinarias de petróleo, instalações nucleares como a chamada Montanha Pickaxe (Kooh Kolang) e o arsenal de mísseis e drones do Irã. Planejadores militares americanos acreditam que uma campanha intensiva de três dias poderia causar danos econômicos suficientes para forçar o Irã a negociar, especialmente em relação ao programa nuclear e ao controle do Estreito de Ormuz. No entanto, autoridades americanas já previram colapsos iranianos no passado sem que se concretizassem, e o governo iraniano tem demonstrado resiliência às pressões econômicas.

Algumas autoridades sugerem que os planos de ataque podem evitar refinarias para não impactar os preços da gasolina, uma preocupação do presidente Donald Trump. A liderança iraniana, por sua vez, tem se tornado menos conciliadora a cada fase do conflito, acreditando que o objetivo final de EUA e Israel é derrubar seu governo.

Ameaças de Retaliação e Incertezas

Autoridades iranianas prometeram retaliar ampliando seus alvos para além de navios comerciais e infraestrutura energética, incluindo centros de dados e cabos submarinos de internet. O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, advertiu que uma ação contra o Irã tem um custo e que Teerã dispõe de meios para responder militarmente, com instalações subterrâneas e capacidade de reparo. Ele reiterou que o Irã não pretende reabrir o Estreito de Ormuz nem retomar negociações sem o cumprimento de sete novas exigências aos EUA.

A possibilidade de uma retomada da guerra gera ceticismo, pois a primeira fase de ataques intensos elevou os preços da energia, a inflação global e enfraqueceu a segurança regional. Além disso, não está garantido que o presidente Donald Trump aprovará novos ataques, pois ele vetou planos anteriores. A eleição em Israel, marcada para 27 de outubro, também pode complicar os planos, especialmente se Netanyahu perder, embora alguns analistas sugiram que ele possa usar a perspectiva de um ataque para formar um governo de unidade nacional.

Próximos Passos e Esforços Diplomáticos

Enquanto os Estados Unidos montam um grande arsenal, esforços diplomáticos continuam, usando a possibilidade de guerra como pressão para avançar nas exigências sobre o programa nuclear iraniano. No entanto, os negociadores iranianos mostram-se pouco dispostos a fazer concessões. A Casa Branca afirmou que mantém todas as opções sobre a mesa para impedir que o Irã obtenha armas nucleares, mas negou que pretenda atacar antes das eleições legislativas americanas, marcadas para 3 de novembro.

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