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EUA condicionam apoio financeiro à Argentina a alinhamento político após 2027

21 de outubro de 2026
EUA condicionam apoio financeiro à Argentina a alinhamento político após 2027

Destaques

  • •Embaixador dos EUA na Argentina afirma que apoio financeiro após 2027 depende de o país seguir "rumo à direita"
  • •EUA planejam até US$ 20 bilhões para projetos estratégicos, incluindo US$ 7 bilhões para o projeto Argentina LNG
  • •O futuro dos investimentos americanos estará atrelado ao resultado das eleições presidenciais argentinas de 2027

O futuro do apoio financeiro dos Estados Unidos a projetos de energia e mineração na Argentina, após 2027, está condicionado ao resultado das eleições presidenciais argentinas e ao alinhamento político do país. A declaração foi feita pelo embaixador americano na Argentina, Peter Lamelas, em visita a empresários em Neuquén.

Lamelas afirmou que o governo Donald Trump apoia o atual presidente Javier Milei e que os fundos estarão disponíveis até 2027. Contudo, a continuidade desses investimentos dependerá de a Argentina seguir "pelo caminho correto, o caminho para a direita, não para a esquerda", segundo o diplomata. A declaração sinaliza uma forte influência política dos EUA nas decisões econômicas argentinas, atrelando investimentos a alinhamentos ideológicos.

Investimentos e prazos definidos

Os Estados Unidos planejam mobilizar até US$ 20 bilhões para projetos estratégicos na Argentina até o fim de 2027. Esses recursos virão de agências como o Exim (Banco de Exportação e Importação dos EUA), a DFC (Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional) e o Departamento de Estado.

Um pacote de até US$ 7 bilhões já está previsto, com US$ 6 bilhões destinados especificamente ao projeto Argentina LNG (gás natural liquefeito). Esse montante quase triplica um pacote anterior de US$ 7 bilhões anunciado em setembro, que visava obras do Corredor Andes-Atlântico, com foco em energia, mineração e transporte, incluindo a jazida de Vaca Muerta.

Calendário eleitoral como fator decisivo

O embaixador Lamelas justificou o prazo de 2027 para a disponibilidade dos recursos pelo calendário eleitoral argentino. "Esse recurso estará disponível até 2027. Depois, veremos o que acontece", ponderou. Ele reiterou o apoio ao governo Milei e ao povo argentino, desde que a nação siga na direção "correta: rumo à direita, nunca à esquerda".

Esta não é a primeira vez que a gestão Trump vincula ajuda financeira à Argentina a resultados eleitorais. Em outubro de 2025, após um acordo de troca de moedas de US$ 20 bilhões com o Banco Central argentino, um republicano afirmou que os EUA não seriam "generosos" se o aliado perdesse as eleições legislativas. O partido de Milei, A Liberdade Avança, venceu a disputa e ganhou força no Congresso.

A declaração de Lamelas sugere que o futuro das relações econômicas e o fluxo de investimentos americanos para a Argentina estarão diretamente ligados às escolhas políticas que o país fizer em suas próximas eleições presidenciais.

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