Equador: Ex-candidata presidencial Luisa González é presa por lavagem de dinheiro

Destaques
- •Luisa González, aliada do ex-presidente Rafael Correa, foi presa sob acusação de lavagem de dinheiro e irregularidades no financiamento de campanha.
- •A investigação se baseia no depoimento de uma testemunha que alega recebimento de recursos ilícitos de fontes venezuelanas.
- •González e seu partido acusam o governo de Daniel Noboa de perseguição política e ditadura.
A ex-candidata à Presidência do Equador, Luisa González, foi presa nesta quinta-feira (22/10) por ordem da Procuradoria-Geral do país. A prisão é resultado de investigações sobre suposto crime de lavagem de dinheiro e irregularidades no financiamento e gastos de campanha. González, aliada do ex-presidente Rafael Correa e líder do partido de esquerda Revolução Cidadã, negou as acusações e classificou a prisão como perseguição política.
Segundo os procuradores, o caso também envolveria o atual prefeito de Guaiaquil, Aquiles Alvarez, também militante do Revolução Cidadã. A investigação estaria fundamentada no depoimento de uma testemunha, Estefanía Molina Freire, que teria trabalhado na gestão financeira da campanha presidencial de González em 2023. A testemunha alega o recebimento de recursos ilícitos entre US$ 300 mil e US$ 500 mil, provenientes de fontes da Venezuela.
Acusações e Defesa
Luisa González já havia afirmado que seu partido apresentou os gastos da campanha presidencial de 2023 ao órgão eleitoral e que a promotoria não possuía provas para fundamentar as acusações. Em suas redes sociais, González criticou a negativa à sua candidatura ao cargo de governadora da província de Manabí, que ocorrerá em 29 de novembro, e declarou que o Equador está em meio a uma ditadura.
Ela acusou o atual presidente, Daniel Noboa, de extrema direita, de perseguir opositores. Segundo González, Noboa sabe que a maioria do povo equatoriano o rejeita e só pode vencê-la nas urnas por meio de fraude e perseguição. O partido Revolução Cidadã foi declarado como “suspenso” pelo Tribunal Contencioso Eleitoral do Equador (TCE).
Contexto Político e Reações
Luisa González e Daniel Noboa se enfrentaram nas eleições presidenciais de 2023 e 2025, ambas vencidas por Noboa. Na segunda ocasião, o partido de González denunciou fraude eleitoral. O ex-presidente Rafael Correa, também do Revolução Cidadã, denunciou a detenção de González como uma “perseguição política” e afirmou que o governo de Noboa se transformou em uma ditadura que tenta aniquilar a oposição.
González perdeu a eleição presidencial antecipada para o atual presidente Daniel Noboa. A líder política, que também é advogada, tentava se candidatar ao cargo de governadora da província de Manabí, mas foi impedida pelo TCE.
Matérias originais
- Ex-candidata à Presidência do Equador Luisa González é presa · infomoney.com.br
- Ex-candidata presidencial e líder da oposição, Luisa González é presa no Equador · operamundi.uol.com.br



