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Equador: Ex-candidata presidencial Luisa González é presa por lavagem de dinheiro

23 de outubro de 2026
Equador: Ex-candidata presidencial Luisa González é presa por lavagem de dinheiro

Destaques

  • •Luisa González, ex-candidata presidencial do Equador, foi presa preventivamente sob acusação de lavagem de dinheiro.
  • •A investigação aponta para o uso de recursos de origem ilegal, possivelmente de fontes venezuelanas, para financiar a campanha eleitoral de 2023.
  • •A defesa de González alega perseguição política, enquanto a Procuradoria mantém o pedido de prisão preventiva.

A Procuradoria-Geral do Equador ordenou a prisão preventiva da ex-candidata presidencial Luisa González, líder da oposição e do partido Revolução Cidadã, por suposto crime de lavagem de dinheiro. A decisão foi comunicada nesta quinta-feira (22/10), com a audiência para formulação de acusações tendo sido suspensa e remarcada devido a problemas técnicos. A investigação, parte do chamado Caso Labirinto, aponta para a possível utilização de recursos obtidos por meio da comercialização ilegal de hidrocarbonetos para financiar a campanha eleitoral de 2023.

Investigação e Acusações

Segundo a Procuradoria, a investigação se baseia no depoimento de uma testemunha, Estefanía Molina Freire, que teria trabalhado na gestão financeira da campanha de González em 2023. A testemunha alega ter recebido recursos ilícitos de fontes da Venezuela, em valores que variariam entre US$ 300 mil e US$ 500 mil. Além de Luisa González, também são investigados Santiago Díaz, Estefanía Molina e Wendy Onofre. A Procuradoria ratificou o pedido de prisão preventiva para Luisa González, Santiago Díaz e Wendy Onofre.

Reações e Defesa

O ex-presidente equatoriano Rafael Correa, também do partido Revolução Cidadã, denunciou a detenção como uma "perseguição política". Ele acusou o governo de Noboa de se transformar em uma ditadura que persegue a oposição. Em comunicado assinado por ela e divulgado em suas redes sociais após a prisão, Luisa González afirmou que a situação no Equador é insustentável, com o governo atacando liberdades e perseguindo opositores. Ela declarou que responderá à acusação com dignidade.

Próximos Passos

A audiência para a formulação de acusações foi suspensa e remarcada para os próximos minutos, com o objetivo de definir as medidas solicitadas pela Procuradoria. O juiz Harry Navarrete é o responsável pelo caso. A investigação envolve também o atual prefeito de Guayaquil, Aquiles Álvarez, militante da Revolução Cidadã.

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