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Eleições nos EUA: Vitória democrata alivia mercados globais e dólar cai no Brasil

04 de novembro de 2026
Eleições nos EUA: Vitória democrata alivia mercados globais e dólar cai no Brasil

Destaques

  • •Vitória democrata nas eleições de meio de mandato nos EUA gera otimismo nos mercados globais, com queda nos rendimentos dos Treasuries.
  • •O dólar no Brasil recua para R$ 5,45, acompanhando o alívio global e a expectativa pela decisão de juros do Banco Central.
  • •Mercados aguardam decisão do Copom sobre a Selic, com expectativa de manutenção da taxa em 13,75% ao ano.

As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) recuaram nesta quarta-feira (4), impulsionadas pelo alívio nos mercados globais de renda fixa após a vitória dos democratas nas eleições legislativas de meio de mandato dos Estados Unidos. O dólar no Brasil acompanhou a tendência, fechando em queda de 0,65%, a R$ 5,4518. Paralelamente, os agentes locais se preparavam para o anúncio da decisão de juros do Banco Central.

A vitória democrata, que garantiu o controle tanto do Senado quanto da Câmara dos Deputados dos EUA, foi interpretada pelo mercado como um fator de menor incerteza política e econômica. A perspectiva de um governo dividido no Congresso americano, com o presidente Donald Trump tendo que negociar com maiorias democratas, reduziu as chances de mudanças econômicas bruscas e trouxe maior previsibilidade global, segundo estrategistas. O rendimento do Treasury de dez anos, referência global, caiu 6 pontos-base, a 4,892%.

Impacto nos mercados globais e no Brasil

O otimismo gerado pela eleição nos EUA impulsionou as bolsas europeias, com o índice Stoxx 600 subindo 1,82%. O ouro também registrou forte alta, voltando ao patamar de US$ 4 mil por onça-troy, beneficiado pelo enfraquecimento do dólar e dos rendimentos dos Treasuries. Em contrapartida, o petróleo Brent e o WTI despencaram cerca de 8%, com a menor percepção de risco de escalada no conflito com o Irã.

No Brasil, a queda do dólar acompanhou o movimento global. O fluxo cambial total em outubro foi positivo em US$ 18,151 bilhões, o maior saldo mensal do ano, segundo o Banco Central. O canal financeiro registrou entrada líquida de US$ 8,812 bilhões, enquanto o canal comercial ficou positivo em US$ 9,339 bilhões.

Expectativa para a decisão do Copom

Enquanto os mercados digeriam os eventos internacionais, a atenção local se voltava para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre a taxa básica de juros, a Selic. Pesquisas indicavam que o Copom manteria a Selic em 13,75% ao ano, em uma pausa na série de cortes para avaliar as perspectivas econômicas após a eleição presidencial nos EUA e os dados de inflação.

A XP projetou que o comunicado pós-reunião adotaria um tom mais duro (hawkish), deixando em aberto as possibilidades para as próximas reuniões. A instituição financeira espera que a Selic permaneça em 13,75% até o final de 2027, com o Copom podendo retomar cortes ou até mesmo elevar a taxa, dependendo dos fundamentos econômicos.

Outros destaques do dia

O Tribunal de Contas da União (TCU) adiou novamente o debate sobre a política de preços da Petrobras, com o tema previsto para ser retomado na próxima semana. A discussão envolve a governança da estratégia comercial de diesel e gasolina adotada pela estatal desde maio de 2023.

Em relação ao mercado de trabalho, o Caged mostrou a criação de 121.305 vagas formais em setembro, número abaixo do esperado, indicando uma desaceleração gradual da economia.

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