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Candidatos intensificam busca por votos de idosos e beneficiários do Bolsa Família

22 de outubro de 2026
Candidatos intensificam busca por votos de idosos e beneficiários do Bolsa Família

Destaques

  • •Campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro focam em eleitores com mais de 60 anos e beneficiários do Bolsa Família na reta final.
  • •Lula busca consolidar apoio entre idosos, lembrando benefícios de seus governos anteriores, enquanto Flávio tenta reduzir rejeição neste grupo.
  • •Ações de campanha incluem mensagens diretas e destaque para programas sociais, visando reverter ou ampliar vantagens em segmentos cruciais.

Na reta final da eleição presidencial, as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) intensificaram as estratégias para conquistar votos em segmentos decisivos do eleitorado: idosos e beneficiários do Bolsa Família.

Pesquisas indicam que o eleitorado com mais de 60 anos, que representa quase um quarto do eleitorado, tende a apoiar Lula. Segundo a última pesquisa Quaest, o petista lidera com 48% das intenções de voto entre os idosos, contra 42% de Flávio Bolsonaro. Essa preferência é associada à lembrança de melhorias no padrão de vida durante os governos anteriores de Lula, como aumentos do salário mínimo e investimentos em saúde pública.

Há um temor entre os idosos de que benefícios sociais possam ser afetados em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, apesar de ele ter negado intenção de desvincular o reajuste das aposentadorias do salário mínimo ou retirar ganhos reais. A memória da ditadura militar e a preocupação com a democracia também influenciam o voto desse grupo.

Foco nos beneficiários do Bolsa Família

A campanha de Lula também tem focado em beneficiários do Bolsa Família, considerado um grupo com espaço para conquistar eleitores que hoje declaram voto em Flávio Bolsonaro. A estratégia é destacar o reajuste do benefício concedido pelo governo Lula e lembrar declarações passadas de Flávio Bolsonaro, que chamou o programa de "Bolsa Farelo".

A pesquisa Quaest mostra que Lula oscilou positivamente entre os eleitores que recebem benefícios sociais, de 60% para 62%, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou negativamente, de 31% para 27%. A rejeição a Lula entre esse grupo é de 27%, contra 68% para Flávio Bolsonaro.

A campanha petista busca atingir 70% de apoio entre os beneficiários do Bolsa Família para virar a disputa. Além disso, buscam eleitores que não compareceram ou votaram em branco/nulo no primeiro turno, onde Lula tem 40% das intenções de voto contra 36% de Flávio Bolsonaro.

Estratégias e pesquisas

A campanha de Flávio Bolsonaro busca reduzir a rejeição entre as mulheres, com destaque para a influência feminina em sua vida e o programa "Brasil por Elas". Já Lula aposta em medidas para microempreendedores, como a elevação do teto do MEI, aprovada no Congresso.

Pesquisas recentes indicam um cenário de empate técnico. A pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (22) mostra Flávio Bolsonaro com 51% dos votos válidos e Lula com 49%, considerando a margem de erro de 1,6 ponto percentual. A diferença entre os candidatos passou de 4 para 2 pontos percentuais em relação à rodada anterior.

O debate na TV Globo, previsto para sexta-feira (23), é visto como um dos últimos momentos capazes de influenciar o eleitorado indeciso. Especialistas avaliam que Flávio Bolsonaro tende a adotar uma postura mais moderada para evitar deslizes, enquanto Lula precisaria assumir mais riscos para tentar reverter o resultado.

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