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Eleições 2026: Brasil terá 158,7 milhões de eleitores aptos a votar

25 de outubro de 2026
Eleições 2026: Brasil terá 158,7 milhões de eleitores aptos a votar

Destaques

  • •O número de eleitores aptos a votar nas eleições de 2026 cresceu 1,4% em relação a 2022, totalizando 158,7 milhões.
  • •Mulheres representam a maioria do eleitorado (52,81%), e a região Sudeste concentra 42% dos votantes.
  • •A biometria alcança 89,01% dos eleitores, e o voto facultativo abrange jovens de 16 e 17 anos e maiores de 70 anos.

O Brasil se prepara para as Eleições de 2026 com um eleitorado de 158,7 milhões de pessoas aptas a votar, um aumento de 1,4% em relação a 2022, quando o número era de 156,4 milhões. Este crescimento representa 2,3 milhões de novos eleitores em quatro anos. Os brasileiros irão às urnas em 5.571 municípios para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.

A composição do eleitorado revela que as mulheres formam a maioria, com 83,8 milhões de votantes, o que corresponde a 52,81% do total. Em contrapartida, os homens somam 74,8 milhões. A distribuição geográfica do eleitorado mostra uma concentração significativa na região Sudeste, que abriga 42% dos votantes. O Nordeste vem em seguida com 27,58%, seguido pelo Sul (14,48%), Norte (8,31%) e Centro-Oeste (7,6%).

Em termos de estados, São Paulo lidera como o maior colégio eleitoral, com 34 milhões de pessoas aptas a votar, representando 21,61% do eleitorado nacional. Minas Gerais aparece com 16,3 milhões e o Rio de Janeiro com 12,8 milhões. Juntos, esses três estados concentram quase 40% dos eleitores do país. Entre os municípios, a capital paulista lidera com 9,1 milhões de eleitores, seguida pelo Rio de Janeiro (4,9 milhões), Brasília (2,2 milhões), Belo Horizonte (1,96 milhão) e Salvador (1,95 milhão).

Perfil do eleitorado: idade, escolaridade e biometria

A faixa etária de 40 a 44 anos é a mais numerosa, com quase 16 milhões de pessoas. Os grupos de 45 a 49 anos (15,27 milhões) e de 35 a 39 anos (15,26 milhões) também se destacam. Quanto à escolaridade, o ensino médio completo é o nível mais comum entre os eleitores, com 44,2 milhões de pessoas. Seguem-se o ensino fundamental incompleto (33,6 milhões), ensino médio incompleto (28,8 milhões) e ensino superior completo (18 milhões).

Um avanço notável é o aumento da adoção da biometria. Em 2026, 141.301.540 eleitores terão a identificação biométrica cadastrada, o que representa 89,01% do eleitorado, um salto significativo em relação aos 75,51% registrados em 2022. Ainda há cerca de 17,4 milhões de pessoas sem esse registro.

O cadastro eleitoral também inclui dados sobre diferentes perfis e situações:

  • 38.472 pessoas optaram pelo uso do nome social.
  • 1,97 milhão declararam deficiência ou mobilidade reduzida.
  • 517.206 seções eleitorais serão utilizadas na votação.
  • 2.641 zonas eleitorais organizarão essas seções.

Voto facultativo e participação no exterior

O voto é facultativo no Brasil para jovens de 16 e 17 anos, pessoas com 70 anos ou mais e analfabetos. Em 2026, estima-se que 1,6 milhão de jovens de 16 e 17 anos farão uso dessa opção. O grupo de eleitores com mais de 70 anos soma quase 17 milhões, um crescimento de 15,75% desde 2022, representando mais de 10% do eleitorado apto a votar.

No exterior, 918.876 brasileiros estão aptos a votar em 2026, distribuídos por 186 cidades. Esses eleitores votarão exclusivamente para presidente e vice-presidente da República. As seções eleitorais no exterior são estabelecidas em locais como embaixadas e consulados. Brasileiros que residem fora do país, mas mantêm domicílio eleitoral no Brasil, não podem votar em seções no exterior e devem justificar a ausência caso estejam fora do país no dia da eleição.

Para eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida, a Justiça Eleitoral garante o acesso a seções com acessibilidade e atendimento especializado, de acordo com as condições registradas em seus cadastros.

Um estudo publicado na Revista Brasileira de Ciência Política em 2022 analisou a participação eleitoral no Brasil entre 1998 e 2020. A pesquisa comparou as taxas de comparecimento e de votos válidos em eleições nacionais, estaduais e municipais, constatando que a participação nas eleições locais é mais alta do que em outras esferas, contrariando a literatura internacional. O estudo também apontou que o tamanho dos municípios é o fator que mais influencia a participação eleitoral, com os menores municípios apresentando maior engajamento do que as metrópoles.

Outro artigo, publicado na revista Estudos Avançados em 2026, discute o cenário eleitoral brasileiro, defendendo que as eleições de 2026 se desenrolarão em um modelo transformado de presidencialismo de coalizão. O texto aponta que mudanças institucionais, como o aumento do controle congressual sobre o orçamento, fortaleceram o Congresso Nacional em detrimento da influência presidencial. A análise abrange as disputas eleitorais para o Congresso, a disputa presidencial e as disputas em nível estadual, concluindo que a política brasileira se tornou mais "caleidoscópica", com a interação entre atores federais, legislativos, judiciais e subnacionais sendo decisiva para a estabilidade democrática.

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