Dólar se aproxima de R$ 5 e Ibovespa supera 208 mil pontos com fluxo estrangeiro

Destaques
- •Dólar comercial fecha em R$ 5,019, com queda de 0,58%, enquanto Ibovespa atinge 208.295,98 pontos, alta de 1,57%.
- •Desempenho positivo dos ativos brasileiros é impulsionado pela desvalorização do dólar no exterior e entrada de capital estrangeiro, além de otimismo com cenário eleitoral.
- •Investidores aguardam nova pesquisa eleitoral da Quaest e acompanham desdobramentos da disputa presidencial, com foco em controle das contas públicas.
O dólar comercial encerrou o pregão desta terça-feira (20) vendido a R$ 5,019, registrando uma queda de 0,58% e se aproximando da marca de R$ 5. Foi o terceiro pregão consecutivo de baixa da moeda norte-americana frente ao real. Paralelamente, o Ibovespa, principal índice da B3, superou os 208 mil pontos, fechando em 208.295,98, com valorização de 1,57%.
O desempenho positivo dos ativos brasileiros foi impulsionado por uma combinação de fatores. No mercado internacional, a desvalorização do dólar frente a outras moedas fortes, como o euro, e a queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries) tornaram os investimentos em mercados emergentes, como o Brasil, mais atraentes. A queda do petróleo Brent, a US$ 108,79 por barril, também contribuiu para um maior apetite por risco global.
Fluxo estrangeiro e cenário eleitoral em foco
No mercado doméstico, a perspectiva de entrada de capital estrangeiro na Bolsa de Valores brasileira foi um dos principais motores da alta do Ibovespa. O fluxo de investimentos estrangeiros ajudou a sustentar o real diante do dólar. Além disso, o cenário eleitoral, com a disputa presidencial se aproximando do segundo turno, tem influenciado a percepção de risco dos ativos brasileiros.
Investidores demonstraram otimismo com a possibilidade de um maior controle das contas públicas, dependendo do resultado da eleição. Pesquisas eleitorais recentes, que indicam um cenário acirrado e, em alguns casos, empate técnico entre os candidatos, mantêm o mercado em alerta. A divulgação de novas pesquisas, como a da Quaest nesta quarta-feira (21), é aguardada com expectativa.
O que esperar dos juros e da economia
A expectativa de condições financeiras mais favoráveis no Brasil, com possíveis cortes na taxa Selic, também beneficia empresas sensíveis ao crédito e ao consumo. Atualmente em 13,75% ao ano, o mercado precifica um corte de 25 pontos-base no início de novembro. Para dezembro, as apostas indicam maior probabilidade de cortes adicionais.
No entanto, a agência de classificação de risco Fitch Ratings projeta uma política fiscal mais rígida no Brasil no próximo ano, independentemente de quem vença a eleição. A agência justifica essa expectativa pelo déficit orçamentário do país, que já ultrapassa 8% do PIB, e pela relação dívida/PIB acima de 80%. A Fitch estima um crescimento do PIB de 1,9% este ano e 1,4% em 2027, com a Selic chegando a 11,75% ao final do próximo ano.
Em paralelo, o governo editou duas medidas provisórias (MPs) que abrem R$ 6,794 bilhões em créditos extraordinários no Orçamento. A MP 1.397 destina R$ 6,494 bilhões para financiamentos a exportadores e seus fornecedores, através do Plano Brasil Soberano, e a MP 1.398 aloca R$ 300 milhões para ações de proteção e defesa civil. Essas medidas visam apoiar empresas afetadas por restrições comerciais e garantir recursos para desastres.
Matérias originais
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- Ibovespa sobe com pesquisas eleitorais em foco; 5 coisas para saber antes de investir hoje (21) · moneytimes.com.br
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