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Deputado Delegado Olim faz gesto associado ao supremacismo branco em debate

22 de outubro de 2026
Deputado Delegado Olim faz gesto associado ao supremacismo branco em debate

Destaques

  • •Deputado estadual reeleito Antônio Assunção de Olim, o Delegado Olim, fez um gesto com as mãos associado ao supremacismo branco durante debate presidencial.
  • •O gesto, que une indicador e polegar em um círculo, tornou-se símbolo do 'white power' e foi adotado por extremistas como Richard Spencer e Brenton Tarrant.
  • •Olim alegou ter feito o gesto por se sentir incomodado por alguém que o filmava, mas se recusou a ver o vídeo e encerrou a ligação.

O deputado estadual reeleito por São Paulo, Antônio Assunção de Olim, conhecido como Delegado Olim (PP), foi flagrado fazendo um gesto associado ao supremacismo branco durante o debate presidencial realizado no último domingo, 18 de outubro, na Band TV. Olim estava na plateia ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e outros apoiadores de Flávio Bolsonaro.

Imagens que circularam nas redes sociais mostram o momento em que o deputado parece perceber que está sendo filmado e executa o gesto de unir o indicador e o polegar em um círculo. Questionado pelo Intercept Brasil, Olim inicialmente disse não se lembrar do ato, mas depois admitiu que pode ter sido uma reação a alguém que o filmava insistentemente. Ele se recusou a ver o vídeo e encerrou a conversa.

Origem e Significado do Gesto

O gesto, semelhante a um "OK", era considerado inofensivo até cerca de uma década atrás. No entanto, passou a ser associado ao "white power" (poder branco) e viralizou em fóruns online como uma forma de provocação. Atualmente, nacionalistas brancos, neonazistas e membros da Ku Klux Klan utilizam o símbolo. Exemplos notórios incluem o extremista americano Richard Spencer, que publicou uma foto fazendo o gesto em 2016, e Brenton Tarrant, autor do massacre em mesquitas na Nova Zelândia em 2019, que o realizou em uma audiência judicial.

Casos Anteriores no Brasil

No Brasil, o gesto já foi executado por Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro, durante uma sessão do Senado em 2021. Em dezembro de 2024, Martins foi condenado pela Justiça Federal a dois anos e quatro meses de prisão por incitar preconceito de raça, pena que foi substituída por serviços comunitários e pagamento de danos morais coletivos. A defesa de Martins recorreu da decisão.

Histórico do Deputado Olim

Delegado da Polícia Civil de São Paulo desde 1992, Delegado Olim foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 2014 e reeleito desde então, obtendo 163,9 mil votos em 2024. Sua carreira na imprensa foi marcada por investigações de grande repercussão. Em 2022, ele foi denunciado ao Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo pela deputada Isa Penna (PCdoB) após declarações consideradas insensíveis sobre importunação sexual sofrida por uma colega. O processo foi arquivado.

O deputado também foi investigado pelo Ministério Público de São Paulo após seu nome ser citado por um delator da facção PCC, Vinícius Gritzbach, que alegou ter pago propina a três delegados, incluindo Olim. A investigação foi arquivada por falta de provas, embora Olim tenha confirmado uma reunião com o advogado do delator.

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