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Lula e Flávio Bolsonaro trocam farpas em último debate antes do 2º turno

24 de outubro de 2026
Lula e Flávio Bolsonaro trocam farpas em último debate antes do 2º turno

Destaques

  • •Último debate presidencial antes do segundo turno foi marcado por trocas de acusações e ataques pessoais entre Lula e Flávio Bolsonaro.
  • •Temas como salário mínimo, dívida pública, SUS, e casos de repercussão como o da menina Ana Clara foram centrais nas discussões.
  • •A campanha eleitoral se intensifica nas redes sociais e em mobilizações digitais até a votação de domingo.

O último debate presidencial antes do segundo turno, realizado na TV Globo nesta sexta-feira (23/10), foi palco de intensas trocas de acusações e ataques pessoais entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

O confronto, mediado por César Tralli, abordou temas como salário mínimo, dívida pública, o Sistema Único de Saúde (SUS), políticas sociais e casos de repercussão, como a morte da menina Ana Clara. Ambos os candidatos buscaram desqualificar o adversário e reforçar suas propostas para o futuro do país.

Ataques Pessoais e Pedido de Desculpas

Um dos momentos de maior tensão ocorreu quando Flávio Bolsonaro se referiu a Lula como "nove dedos", em alusão à perda do dedo mínimo do presidente em um acidente de trabalho. Lula reagiu veementemente, chamando Flávio de "miliciano" e exigindo um pedido de desculpas. Flávio se desculpou pela expressão, mas em seguida questionou Lula sobre a situação dos moradores de rua durante seu governo. A cientista política Denilde Holzhacker avaliou que o pedido de desculpas de Flávio diminuiu o efeito que Lula esperava ao usar o episódio para retratar o adversário como insensível.

Outro ponto de atrito foi a defesa de Flávio Bolsonaro ao policial militar acusado de matar a menina Ana Clara, de 5 anos. Lula citou o caso e questionou a atuação do senador como advogado de defesa. Flávio, ao se dirigir à mãe da menina, Cristiane Gomes da Silva, a chamou pelo nome da filha, Ana Clara, em um momento de confusão.

Propostas e Críticas em Diversas Áreas

No bloco sobre políticas sociais, Lula questionou Flávio sobre seu voto contrário à ampliação da licença-maternidade quando era deputado estadual, ao que Flávio respondeu que errou na época e hoje votaria diferente, citando a importância da proximidade da mãe com o filho. Lula também cobrou explicações sobre o uso da expressão "bolsa-farelo" por Flávio para se referir ao Bolsa Família.

Em relação à economia, Flávio Bolsonaro acusou o governo Lula de gastar demais, pressionar os juros e endividar as famílias, prometendo "devolver o poder de compra" e "cortar gastos". Lula, por sua vez, defendeu o crescimento econômico como forma de reduzir a dívida pública e criticou a política econômica do presidente argentino Javier Milei, questionando se Flávio pretendia adotar medidas semelhantes no Brasil.

Sobre o SUS, Lula questionou como Flávio pretende melhorar o sistema com cortes de gastos. Flávio afirmou que manteria e ampliaria os investimentos, criticando a gestão atual, filas e financiamento, e prometendo atualizar a tabela de pagamentos e refinanciar dívidas de Santas Casas.

Mobilização Digital e Próximos Passos

Após o debate, o presidente Lula convocou apoiadores a intensificar a mobilização digital até o segundo turno, agradecendo a atuação em grupos como o "Exército do Lula" no WhatsApp. A campanha petista aposta na ampliação do engajamento online para garantir a vitória.

A reta final da campanha eleitoral se concentra na mobilização dos eleitores. A capacidade de cada campanha em convencer os indecisos e, principalmente, em garantir a presença dos eleitores nas urnas, poderá definir o futuro presidente do Brasil no domingo (25/10).

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