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Deb Haaland é eleita governadora do Novo México, 1ª mulher indígena no cargo

04 de novembro de 2026
Deb Haaland é eleita governadora do Novo México, 1ª mulher indígena no cargo

Destaques

  • •Deb Haaland se tornou a primeira mulher indígena a ser eleita governadora de um estado nos EUA.
  • •A democrata, que já foi secretária do Interior, venceu o republicano Gregg Hull nas eleições de meio de mandato.
  • •A vitória reforça a representatividade indígena na política americana e marca um novo capítulo para o Novo México.

A democrata Deb Haaland foi eleita governadora do Novo México, nos Estados Unidos, tornando-se a primeira mulher indígena a comandar um estado americano. A vitória ocorreu na noite de terça-feira (3), durante as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms.

Haaland, 65 anos, derrotou o republicano Gregg Hull, empresário e ex-prefeito de Rio Rancho. A eleição representa um novo marco na carreira de Haaland, que já havia feito história em 2021 ao se tornar a primeira pessoa indígena a ocupar um cargo de secretária (equivalente a ministra) no gabinete presidencial dos Estados Unidos, como chefe do Departamento do Interior.

Trajetória e desafios de Haaland

O Departamento do Interior administra terras públicas federais e é responsável por questões relacionadas a tribos indígenas reconhecidas pelo governo federal. Haaland, integrante da comunidade Laguna Pueblo, nasceu no Arizona e cresceu em uma família militar. Sua mãe era indígena e seu pai, de origem norueguesa.

Sua jornada até a política nacional foi marcada por dificuldades financeiras. Após dar à luz sua filha Somah em 1994, Haaland enfrentou desafios como mãe solo, chegando a solicitar assistência alimentar emergencial. Mais tarde, abriu um negócio de molho de salsa caseiro e retornou à universidade para estudar Direito Indígena.

Carreira política e defesa de pautas

Antes de ingressar na política nacional, Haaland trabalhou como voluntária e organizadora de campanhas democratas. Em 2018, foi eleita para a Câmara dos Representantes pelo Novo México, ao lado de Sharice Davids, tornando-se uma das primeiras mulheres indígenas eleitas para o Congresso americano.

Na Câmara, Haaland defendeu propostas progressistas como o Green New Deal, voltado ao combate às mudanças climáticas, e a ampliação do acesso à saúde. Sua atuação também foi focada na defesa dos direitos das comunidades indígenas e na proteção ambiental, participando de mobilizações contra projetos como o oleoduto Dakota Access.

Representatividade e próximos passos

A vitória de Haaland nas eleições de terça-feira reforça a representatividade indígena na política americana. No Novo México, indígenas compõem cerca de 12% da população. Haaland sucederá a governadora democrata Michelle Lujan Grisham, que não pode concorrer a um terceiro mandato consecutivo devido ao limite de mandatos.

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