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CSN se aproxima de acordo para vender braço de cimentos por até R$ 15 bilhões

22 de outubro de 2026
CSN se aproxima de acordo para vender braço de cimentos por até R$ 15 bilhões

Destaques

  • •CSN está em fase final para vender sua unidade de cimentos, com negociações em andamento com Huaxin e Votorantim Cimentos em consórcio.
  • •A venda, estimada entre R$ 11 bilhões e R$ 15 bilhões, visa reduzir a alavancagem da companhia, com a relação dívida líquida/Ebitda podendo cair de 3,49 para 2,98 vezes.
  • •A expectativa é de que o acordo seja assinado em cerca de duas semanas, com a proposta de maior valor prevalecendo, sem exclusividade inicial nas negociações.

A CSN (CSNA3) está perto de fechar a venda de sua unidade de cimentos, com o acordo previsto para ser assinado em aproximadamente duas semanas. As negociações, que seguem sem exclusividade, envolvem a chinesa Huaxin e um consórcio formado pela Votorantim Cimentos e a italiana Cementir. A empresa que apresentar a maior oferta ficará com o negócio, após ajustes finais nas propostas.

O valor esperado para a transação varia entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões, embora o montante inicial almejado pelo ex-CEO Benjamin Steinbruch fosse de cerca de R$ 15 bilhões. Mesmo abaixo do desejado, a venda é vista como crucial para aliviar a alavancagem da CSN, cuja dívida totaliza R$ 42,1 bilhões até o segundo trimestre de 2026.

Alívio financeiro e desalavancagem

Analistas da Genial Investimentos, como Luca Vello, consideram a venda positiva para a CSN, principalmente pela redução do endividamento. Caso o valor da venda atinja os R$ 12 bilhões, estima-se que metade desse montante seja destinado à quitação de um empréstimo-ponte de US$ 1,2 bilhão, garantido pelos próprios ativos de cimento. Isso reduziria a relação dívida líquida/Ebitda de 3,49 vezes para 2,98 vezes, aproximando a empresa de sua meta para dezembro.

Uma entrada de R$ 15 bilhões proporcionaria um alívio ainda maior, com a relação dívida líquida/Ebitda caindo para 2,73 vezes. Pelos cálculos da Genial, os R$ 12 bilhões agregariam R$ 2,44 ao valuation por ação da CSN. Para os compradores, o valor de R$ 12 bilhões representa US$ 140 por tonelada de capacidade, um valor 41% superior aos US$ 100 por tonelada pagos pela CSN pela Holcim Brasil em 2021.

Impacto no mercado de cimentos

A entrada de um novo player ou a consolidação de existentes no mercado de cimentos pode gerar desdobramentos regulatórios. As cinco maiores produtoras do setor detêm cerca de 80% dos ativos. Uma união entre Votorantim Cimentos e Cementir, ambas líderes, poderia atrair a atenção do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), tornando o processo mais longo.

Por outro lado, a Huaxin, que atua no Brasil desde 2015 com a Embu, se tornaria a segunda maior produtora do país em uma única aquisição, sem sobreposição de ativos. A Genial Investimentos mantém recomendação de manter as ações da CSN, com preço-alvo de R$ 7, o que implica um potencial de valorização de 22%. Uma venda por R$ 12 bilhões ou mais impactaria o valuation da companhia em cerca de R$ 0,50 por ação.

A possibilidade de uma oferta pública inicial (IPO) para a unidade de cimentos foi descartada pela área de relações com investidores da CSN, conforme noticiado anteriormente.

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