Coreia do Sul mantém juros em 3% e foca em exportações de chips

Destaques
- •Banco Central da Coreia do Sul (BoK) decide manter a taxa básica de juros em 3% ao ano.
- •Boom global de inteligência artificial e fortes exportações de semicondutores impulsionam a economia.
- •Autoridades monitoram se o crescimento se espalhará para a demanda doméstica e impactará a inflação.
O Banco Central da Coreia do Sul (BoK) anunciou nesta quinta-feira (horário local) a manutenção da taxa básica de juros em 3% ao ano. A decisão interrompe o ciclo de aperto monetário iniciado com dois aumentos consecutivos de 25 pontos-base em julho e agosto, sinalizando uma pausa para avaliar os efeitos da política econômica.
Crescimento impulsionado por semicondutores
A economia sul-coreana tem sido sustentada pelo forte desempenho das exportações, especialmente no setor de tecnologia. O avanço global na demanda por semicondutores, impulsionado pela inteligência artificial, tem sido o principal motor do crescimento. As exportações de semicondutores mais que triplicaram em relação ao ano anterior, atingindo um recorde e impulsionando o total das exportações do país a ultrapassar US$ 120 bilhões em setembro, um marco histórico.
Inflação acima da meta e monitoramento de riscos
Apesar do cenário econômico positivo, a inflação geral na Coreia do Sul diminuiu para 2,9% em setembro, e a subjacente para 2,8%. Ambas as taxas permanecem acima da meta de 2% estabelecida pelo BoK. Os formuladores de políticas do banco central observam atentamente se os ganhos econômicos se traduzirão em um aumento da demanda doméstica e, consequentemente, em pressões inflacionárias. Além disso, o BoK monitora tensões geopolíticas no Oriente Médio que possam elevar os custos.
Próximos passos e perspectivas
As autoridades monetárias buscam um equilíbrio entre sustentar o crescimento econômico e controlar a inflação. A expectativa é que o crescimento econômico sólido e a inflação acima da meta persistam. O mercado financeiro aguarda os próximos passos do BoK, que pode considerar novos aumentos nas taxas de juros caso a inflação não convirja para a meta de 2%.



