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CNI pede união do país e diálogo para o desenvolvimento após eleições

26 de outubro de 2026

Destaques

  • •Confederação Nacional da Indústria (CNI) apela por união nacional e diálogo após a reeleição de Lula.
  • •Setor industrial se coloca à disposição para apresentar propostas e soluções para o crescimento econômico e social.
  • •Foco em superar divisões e construir um futuro com oportunidades para os jovens.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apelou nesta segunda-feira (26) pela união do país após o processo eleitoral que confirmou a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O setor industrial reafirmou sua disposição em contribuir com propostas, diálogo e soluções para impulsionar o desenvolvimento econômico e social do Brasil.

Em um pronunciamento em vídeo, o presidente da CNI, Ricardo Alban, convocou a sociedade a deixar de lado as divisões e unir esforços. "Precisamos convergir para um único Brasil, uma única sociedade. E, para isso, o primeiro passo é definitivamente excluirmos do nosso vocabulário ‘nós e eles’. Temos que ser uma única nação", declarou Alban. Ele enfatizou que essa construção coletiva exige a participação da sociedade civil, dos poderes constituídos, dos trabalhadores e dos empregadores, visando fortalecer a democracia e ampliar as perspectivas para as próximas gerações.

Propostas para o futuro

Alban ressaltou que o Sistema Indústria apresentou aos candidatos, durante o período pré-eleitoral, o projeto "Brasil 2050". Esta iniciativa compila propostas de projetos estruturantes focados no crescimento econômico sustentável e no desenvolvimento social.

"O Brasil precisa e merece ter um futuro. Nós já estamos cansados e podemos dizer: chega de conjugar que o Brasil é o país do futuro. Nós precisamos ser o futuro já", afirmou o presidente da CNI. Ele reforçou o compromisso da indústria com o país e sua total disponibilidade para participar da elaboração de soluções.

Visão das federações regionais

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, destacou a necessidade de o próximo governo criar um ambiente seguro para que a iniciativa privada possa investir e produzir. A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) também se manifestou, defendendo a continuidade na queda da taxa de juros e a consolidação fiscal como caminhos essenciais para o desenvolvimento.

A Firjan apontou que a trajetória de queda nos juros só será sustentável com um avanço firme no equilíbrio das contas públicas. Essa visão reforça a importância da responsabilidade fiscal para a estabilidade econômica e o crescimento do país, pontos cruciais para a atração de investimentos e a geração de empregos.

Próximos passos

A CNI se coloca à disposição para colaborar ativamente na construção de um futuro promissor para o Brasil. A expectativa do setor industrial é que o novo governo promova um ambiente de diálogo e cooperação, focado em políticas que garantam oportunidades e perspectivas para os jovens, superando as divisões políticas e sociais.

A entidade busca um cenário onde a indústria possa prosperar, contribuindo para o avanço do país em direção a um desenvolvimento sustentável e inclusivo. O foco agora é na implementação de ações concretas que transformem o potencial brasileiro em realidade.

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