CNC pede ao STF adiamento da redução da jornada de trabalho para 40 horas
Destaques
- •Confederação Nacional do Comércio (CNC) entrou com ação no STF para adiar implementação da jornada de 40 horas semanais.
- •A entidade alega que o prazo de 60 dias para adaptação das empresas é insuficiente, pedindo adiamento para outubro de 2027 e 2028.
- •A nova jornada de trabalho, com redução de 44 para 40 horas semanais sem corte de salário, foi promulgada em outubro.
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) protocolou uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando o adiamento da transição para a nova jornada de trabalho de 40 horas semanais, que visa reduzir a carga horária sem corte de salário.
A emenda constitucional promulgada em outubro estabelece que a jornada de trabalho, atualmente de 44 horas semanais, será gradualmente reduzida. A primeira etapa, prevista para começar em 16 de dezembro deste ano, diminuirá a jornada para 42 horas semanais e garantirá dois dias de descanso remunerado. Doze meses após, a jornada passará a ser de 40 horas semanais.
CNC argumenta falta de tempo para adaptação
A CNC argumenta que o prazo de 60 dias para a primeira etapa da transição é excessivamente curto para que as empresas se adaptem às novas regras. A entidade aponta a necessidade de contratação de novos funcionários, reestruturação de turnos e renegociação de convenções coletivas, uma vez que os acordos em vigor perdem sua validade com a implementação da nova escala.
Para a CNC, a primeira fase da transição deveria ser adiada para 16 de outubro de 2027. Já a redução final para 40 horas semanais, segundo a confederação, deveria ter início em outubro de 2028.
Impacto e próximos passos da ação
A ação da CNC visa garantir um período de adaptação mais razoável para o setor do comércio, que movimenta grande parte da economia brasileira. A entidade busca evitar impactos negativos decorrentes da pressa na implementação, como a perda de eficácia de acordos coletivos e a dificuldade em ajustar a força de trabalho.
O STF analisará o pedido da CNC, que pode resultar em uma alteração nas datas de início da vigência da nova jornada de trabalho. A decisão terá repercussão direta sobre milhares de trabalhadores e empresas em todo o país.
Matérias originais
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