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China e Omã buscam paz e cooperação no Oriente Médio

02 de novembro de 2026
China e Omã buscam paz e cooperação no Oriente Médio

Destaques

  • •Presidente chinês Xi Jinping e o sultão de Omã, Haitham bin Tariq al-Said, se reuniram em Pequim para discutir a paz e a estabilidade no Oriente Médio.
  • •Ambos os países concordaram em buscar a retomada da navegação segura no Estreito de Ormuz e pediram diálogo pacífico entre EUA e Irã.
  • •China e Omã também firmaram acordo para aprofundar cooperação em energia (petróleo, gás, renováveis) e comércio bilateral.

O presidente chinês, Xi Jinping, afirmou nesta segunda-feira (2) que a China está disposta a trabalhar com países árabes para alcançar uma paz duradoura no Oriente Médio e que a região não deve se tornar um campo de batalha para a rivalidade entre grandes potências. A declaração foi feita durante encontro com o sultão de Omã, Haitham bin Tariq al-Said, em Pequim, na primeira visita de um chefe de Estado omanense à China desde o estabelecimento de relações diplomáticas em 1978.

A China tem intensificado seus esforços diplomáticos na região, buscando reduzir tensões em meio ao conflito entre Estados Unidos e Irã, que tem causado interrupções no Estreito de Ormuz e elevado custos de energia e transporte marítimo. Xi destacou que a paz e a estabilidade na região exigem esforços conjuntos e que a China espera contribuir com soluções para os dilemas de segurança locais.

Cooperação para paz e segurança

Em uma declaração conjunta de 20 pontos, China e Omã concordaram que a navegação normal e segura deve ser retomada no Estreito de Ormuz. Ambos os países pediram que Estados Unidos e Irã busquem alternativas pacíficas e retomem o diálogo. O enviado especial da China para o Oriente Médio, Zhai Jun, visitará Irã, Omã e Arábia Saudita neste mês para discutir a situação.

O sultão Haitham expressou apreço pelas posições da China sobre questões regionais e afirmou que desenvolvimento e estabilidade estão intrinsecamente ligados. Ele ressaltou a importância de um ambiente de segurança, paz e respeito à soberania, com disputas resolvidas pacificamente.

Aprofundamento de laços comerciais e energéticos

Omã vê a China como seu maior parceiro comercial e está aberto à possibilidade de firmar um acordo bilateral preferencial de comércio e investimentos. A expectativa é que tal acordo facilite e amplie as trocas comerciais e de investimentos entre os dois países.

A declaração conjunta detalha o compromisso de aprofundar a cooperação prática nos setores de petróleo e gás natural. Além disso, os países planejam ampliar a colaboração em novas áreas de energia, como energia solar fotovoltaica, energia eólica, transmissão e transformação de energia, e armazenamento energético.

Os vínculos turísticos e empresariais entre China e Omã foram fortalecidos com voos diretos entre Pequim e Mascate desde novembro do ano passado. O líder omanense também destacou a importância da cooperação entre instituições financeiras e de investimento.

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