China critica EUA por listar Institutos Confúcio como ameaça

Destaques
- •Embaixada chinesa classifica medida dos EUA de 'paranoia' e 'barreira'
- •Departamento de Guerra dos EUA identificou 80 organizações ligadas aos Institutos Confúcio em universidades americanas
- •China incentiva brasileiros a conhecerem o país e sua cultura
A Embaixada da China no Brasil criticou veementemente a decisão dos Estados Unidos de incluir organizações ligadas aos Institutos Confúcio em uma lista de instituições que representam ameaças à segurança nacional. Em nota divulgada nesta quarta-feira (4 de novembro de 2026), a representação diplomática chinesa classificou a medida americana como "paranoia" e "barreiras contra si mesmo", argumentando que os EUA tratam até mesmo aulas básicas de mandarim como um risco à sua segurança.
A embaixada chinesa afirmou que "tratar aulas que ensinam a dizer ‘你好 (olá)’ e ‘谢谢 (obrigado)’ como ‘ameaça à segurança’ não é prevenir riscos, mas erguer barreiras contra si mesmo. Não é autoconfiança, mas paranoia". A representação aproveitou a ocasião para incentivar os brasileiros a conhecerem a China e sua cultura.
EUA veem propaganda e risco à segurança
A decisão norte-americana foi anunciada pelo Departamento de Guerra dos Estados Unidos, que identificou 80 organizações ligadas aos Institutos Confúcio em 30 universidades do país. Segundo os EUA, essas entidades teriam retomado suas atividades sob novos nomes e estruturas, mas mantendo o objetivo de atuar como instrumentos de propaganda do governo chinês.
O governo dos Estados Unidos alega que essas organizações representam riscos à segurança nacional por tentarem obter propriedade intelectual americana e influenciar estudantes universitários. O Congresso americano já havia proibido os Institutos Confúcio anos antes, mas as atividades teriam continuado por meio de novas entidades.
O que são os Institutos Confúcio
Os Institutos Confúcio são uma rede internacional de instituições sem fins lucrativos vinculadas ao governo da China, com o objetivo de promover o ensino da língua e a divulgação da cultura chinesa. Fundada em 2004, a rede oferece cursos de mandarim, atividades culturais, exames de proficiência e programas de intercâmbio acadêmico.
As unidades funcionam por meio de parcerias entre instituições de ensino superior chinesas e universidades de outros países. No Brasil, a primeira unidade foi inaugurada em novembro de 2008, na Unesp (Universidade Estadual Paulista), em parceria com a Universidade de Hubei. Desde então, a rede se expandiu e conta com unidades em instituições como Unicamp, USP, UnB, UFMG, UFRGS e UFRJ.
Matérias originais
- “Paranoia”, diz China sobre veto dos EUA a Institutos Confúcio · poder360.com.br



