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CDS do Brasil dispara 26% com reeleição de Lula e atinge maior patamar desde junho de 2025

26 de outubro de 2026
CDS do Brasil dispara 26% com reeleição de Lula e atinge maior patamar desde junho de 2025

Destaques

  • •O Credit Default Swap (CDS) de 5 anos do Brasil, que funciona como um seguro contra calotes na dívida soberana, subiu 26% e atingiu 151,7 pontos.
  • •Morgan Stanley projeta que o CDS pode subir mais 40 pontos e o dólar alcançar R$ 6,00 caso as pressões fiscais se intensifiquem.
  • •O indicador havia caído para menos de 108 pontos após o primeiro turno, quando Flávio Bolsonaro liderava as pesquisas.

O Credit Default Swap (CDS) de 5 anos do Brasil, um derivativo que funciona como um seguro contra calotes na dívida soberana e é um termômetro do risco-país, disparou 26% nesta segunda-feira (26/10/2026), operando em 151,7 pontos. Este é o maior patamar do indicador desde junho de 2025. A alta acompanha a reprecificação dos ativos brasileiros após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva.

Risco fiscal em foco

Estrategistas do Morgan Stanley avaliam que o CDS do Brasil pode subir mais 40 pontos, e o dólar pode atingir R$ 6,00 se as pressões fiscais se intensificarem. Em relatório, o banco americano aponta que o aumento do risco fiscal ameaça ações, moeda e títulos de dívida do Brasil. A avaliação do Morgan Stanley é que o risco fiscal em alta ameaça ações, moeda e títulos de dívida do Brasil.

Volatilidade eleitoral

Ao final do primeiro turno das eleições, quando Flávio Bolsonaro liderava as pesquisas, o CDS chegou a cair para menos de 108 pontos, o menor nível em seis anos. Após o resultado do segundo turno, o indicador começou a subir novamente em meio às dúvidas eleitorais. Um gestor de fundo dedicado a mercados emergentes em Nova York observou que as pesquisas mostravam empate técnico, mas não precificavam uma vitória de Lula.

Repercussão no mercado

A reeleição de Lula provocou quedas expressivas em ações de empresas brasileiras negociadas no exterior. O Ibovespa futuro também registrou forte queda, e o dólar apresentou alta. O mercado financeiro reage com cautela à vitória, com receio de uma política fiscal mais expansionista.

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