Bugatti Veyron único restaurado e certificado na França

Destaques
- •Um Bugatti Veyron Grand Sport Vitesse, modelo único no mundo, foi restaurado e certificado pela fábrica na França.
- •O hipercarro, com carroceria de alumínio exposto e polido, é estimado entre 5 milhões e 6,8 milhões de euros.
- •Há indícios de que o piloto Fernando Alonso seja o novo proprietário do veículo.
Um exemplar único do Bugatti Veyron Grand Sport Vitesse, identificado pelo chassi 8.100, acaba de passar por um processo de restauração e certificação na fábrica da Bugatti em Molsheim, na França. O hipercarro se destaca por ter praticamente toda a sua carroceria feita de alumínio exposto e polido, criando um efeito visual espelhado.
A Bugatti não confirma oficialmente quem é o atual proprietário do veículo, mas há fortes indícios de que seja o piloto bicampeão mundial de Fórmula 1, Fernando Alonso. O atleta foi visto dirigindo um Veyron Grand Sport Vitesse com essa exata configuração em Mônaco poucas semanas antes da divulgação do trabalho de restauração. O modelo é avaliado entre 5 milhões e 6,8 milhões de euros, o que equivale a aproximadamente R$ 29 milhões a R$ 40 milhões.
Um Bugatti que exigiu toneladas de alumínio
A construção deste Veyron especial demandou um processo complexo. Originalmente, a Bugatti recebeu blocos de alumínio pesando até 20 toneladas para a fabricação do carro. O desafio era transformar esse material bruto nos painéis externos, garantindo um acabamento de alta qualidade para que as superfícies pudessem permanecer expostas, sem pintura.
A ausência de tinta exigiu um cuidado extremo para evitar pequenas imperfeições, fazendo com que o próprio metal se tornasse parte integrante do design. No interior, a combinação de materiais seguiu uma linha distinta, com couro Carmine Red, fibra de carbono aparente e componentes de alumínio.
Todo o desenvolvimento deste exemplar foi meticulosamente documentado, desde os estudos iniciais de proporção e reflexão da luz até a montagem final, dada a singularidade de sua configuração na era Veyron.
De volta à configuração original
Mais de uma década após deixar a fábrica, o Veyron retornou a Molsheim para o programa La Maison Pur Sang, iniciativa da Bugatti voltada à pesquisa histórica, certificação e restauração de seus veículos. O trabalho no chassi 8.100 não se limitou à recuperação de componentes desgastados.
Ao longo dos anos, o carro havia passado por modificações de personalização. Durante o processo de restauração, esses elementos foram removidos para devolver o Veyron à sua configuração de fábrica original. A documentação histórica foi revisada para certificar a procedência e autenticidade do exemplar.
“Todo Bugatti conta uma história, mas alguns ocupam um lugar particularmente especial na história da marca”, afirmou Luigi Galli, especialista em patrimônio e certificação da Bugatti.
Um novo dono — e uma pista em Mônaco
A fabricante informou que o Veyron foi entregue a um novo proprietário e agora está na Riviera Francesa. É neste ponto que a história se conecta novamente com Fernando Alonso. Embora a Bugatti evite fazer uma ligação pública entre o piloto e o chassi 8.100, a exclusividade do carro — sendo o único com essa configuração — reforça a suspeita.
Se for realmente o exemplar de Alonso, o piloto adquiriu não apenas mais um hipercarro, mas uma peça singular da história da Bugatti, restaurada para reviver sua glória original.


