Líder de eventos relata dilema entre vida pessoal e cobranças profissionais

Destaques
- •Juliana Ferraz, sócia da Holding Clube, compartilha experiência pessoal sobre a dificuldade de conciliar crises de saúde e familiares com demandas de trabalho.
- •A executiva destaca a importância da empatia e da sensibilidade no ambiente corporativo, criticando a redução de pessoas a meras pendências financeiras.
- •Ferraz defende que a verdadeira elegância nos negócios reside na capacidade de reconhecer a fragilidade humana, promovendo ambientes mais compassivos.
A executiva Juliana Ferraz, sócia da Holding Clube e com quase 30 anos de carreira em comunicação e eventos no Brasil, compartilhou em artigo para a Forbes uma reflexão sobre a necessidade de pausar diante de crises pessoais, mesmo em meio a rigorosos prazos e cobranças profissionais. Ela descreve um momento em que precisou parar tudo para proteger o que era essencial em sua vida, contrastando com a urgência do mercado por acertos financeiros e prontidão.
Ferraz aponta que, na correria da rotina, é comum que o mercado reduza as pessoas a meras pendências a serem resolvidas, desconsiderando a dimensão humana. Ela questiona quantas vezes a ânsia por um acerto financeiro impede a solidariedade e a empatia, sentimentos que ela tenta exercitar diariamente como mulher, líder e parceira de negócios.
A presença digital como métrica equivocada
Um ponto que chamou a atenção da executiva foi o questionamento sobre sua condição de saúde a partir de sua atividade nas redes sociais. "Não deve ser tão ruim assim, você continua ativa nas redes", foi o comentário recebido. Ferraz ressalta que, para quem trabalha com internet, postar é também uma forma de trabalho, muitas vezes essencial para manter a vida em movimento, e que o conteúdo compartilhado é apenas um recorte da realidade.
Ela reconhece o valor de contratos e compromissos, mas enfatiza que a vida, a saúde e a proximidade com entes queridos não são negociáveis. Saber o momento de fazer uma pausa, recuar e dar espaço é, para ela, um ato de maturidade e humanidade.
Humanidade e sensibilidade nos negócios
A líder defende que a verdadeira elegância, tanto nos negócios quanto na vida, não se manifesta na rigidez dos processos, mas sim na sensibilidade de reconhecer a fragilidade alheia e a própria. Ferraz conclui com um apelo para que mulheres e profissionais construam ambientes onde a compaixão e o bom senso sejam a primeira resposta, mesmo que nem sempre seja fácil, é importante corrigir a rota.
O artigo, assinado por Juliana Ferraz, reflete sua visão pessoal e não necessariamente a opinião da Forbes Brasil.
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