Bradesco BBI eleva Vitru a principal recomendação e ajusta preços-alvo de educacionais

Destaques
- •Bradesco BBI eleva Vitru (VTRU3) a principal recomendação no setor de educação, citando avaliação atrativa e potencial de dividendos.
- •Preço-alvo da Vitru sobe de R$ 23,00 para R$ 29,00, com a ação negociando a 5,5 vezes o lucro projetado para 2027.
- •BBI projeta resultados mistos no 3T26 para o setor, com Vitru e Ânima em destaque positivo e Cogna com desempenho mais fraco.
O Bradesco BBI elevou a Vitru (VTRU3) à sua principal recomendação no setor de educação, destacando a avaliação atrativa da companhia, a revisão positiva das estimativas e o potencial de distribuição de dividendos. Os analistas Marcio Osaka, Raphael Elage e Henrique Spavieri, do BBI, também aumentaram o preço-alvo da Vitru de R$ 23,00 para R$ 29,00.
A Vitru negocia atualmente a 5,5 vezes o lucro projetado para 2027, um múltiplo significativamente menor que os aproximadamente 7,7 vezes dos seus pares. Além disso, a empresa oferece um rendimento do fluxo de caixa livre ao acionista de 13%, superior aos 11% da média do grupo. O banco projeta para a Vitru no 3º trimestre de 2026 (3T26) um crescimento de 5% na receita anual, expansão de 0,7 ponto percentual na margem EBITDA e alta de 69% no lucro líquido ajustado, excluindo impostos diferidos. O fluxo de caixa livre ao acionista deve crescer 20%, atingindo R$ 158 milhões.
Setor de Educação: Perspectivas e Recomendações
Os analistas do BBI mantiveram uma visão positiva para as empresas de educação sob sua cobertura, que apresentam um rendimento médio do fluxo de caixa livre ao acionista próximo de 12% para 2027. O setor, no entanto, mostra sensibilidade relativamente baixa à redução das taxas de desconto, devido às perspectivas limitadas de crescimento. Uma queda de 1 ponto percentual no prêmio de risco elevaria os preços-alvo em aproximadamente 9%.
Para a Yduqs (YDUQ3), o preço-alvo para o final de 2027 foi reduzido de R$ 17,00 para R$ 16,00. Essa revisão incorpora os efeitos da combinação de negócios anunciada e o dividendo estimado de R$ 750 milhões, o que representa um retorno de 15%. A Yduqs deve registrar uma geração de caixa sazonalmente forte no 3T26, estimada em R$ 278 milhões, embora deva apresentar pressão sobre as margens.
A Cruzeiro do Sul (CSED3) também figura entre as preferências do banco, posicionando-se após Vitru e Yduqs. Assim como a Yduqs, a Cruzeiro do Sul também deve enfrentar pressão em suas margens.
Resultados Projetados para o 3T26
O BBI prevê resultados mistos para as empresas de educação no 3T26. A Vitru e a Ânima são apontadas como destaques positivos, enquanto a Cogna (COGN3) deve apresentar o desempenho mais fraco do grupo.
Para a Ânima, a estimativa é de um avanço de 7% na receita e de 8% no EBITDA, com um fluxo de caixa livre ao acionista de R$ 218 milhões. Em contrapartida, a Cogna deve registrar uma queda de 6% na receita e uma redução de 5,4 pontos percentuais na margem EBITDA, que deve ficar em 22%. Essa retração é atribuída principalmente à queda de 25% na receita de educação básica e à forte perda de rentabilidade do segmento.



