Bolsa e Ações: Ibovespa e Bancos sofrem perdas após eleição; Petrobras e Vale reagem

Destaques
- •Ibovespa despenca 18,12% em uma semana, com bancos como Banco do Brasil e Itaú Unibanco registrando quedas expressivas após o segundo turno eleitoral.
- •Ações da Petrobras e Vale apresentam desempenho misto, com a Petrobras ainda em tendência de alta anual, mas com correção no curto prazo, e a Vale mostrando sinais de possível recuperação.
- •O mercado aguarda sinais de reversão técnica, com o Ibovespa testando suportes importantes e o dólar futuro buscando novas resistências após forte valorização.
O mercado brasileiro reabriu com um cenário técnico completamente redesenhado após a forte correção da Bolsa de Valores no período pós-segundo turno eleitoral. Em apenas uma semana, o Ibovespa acumulou uma queda de 18,12%, recuando de patamares acima dos 200 mil pontos para 167.922 pontos, enquanto o dólar futuro avançou 9,99%. As ações de grandes empresas como Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Petrobras e Vale apresentaram desempenhos distintos, refletindo a pressão generalizada sobre o mercado brasileiro, mas com situações técnicas específicas.
Bancos sofrem com pressão vendedora
As ações do Banco do Brasil (BBAS3) registraram a maior queda semanal, com um recuo de 33,37%, levando o papel para perto das mínimas do ano. O ativo perdeu as principais médias móveis e o Índice de Força Relativa (IFR) indicou sobrevenda, sugerindo um possível repique técnico. No entanto, o cenário segue predominantemente vendedor, com suportes importantes em R$ 16,13 e R$ 14,90.
Já as ações do Itaú Unibanco (ITUB4) acumularam desvalorização de 19,69% na semana, revertendo a trajetória de alta que havia levado o papel à máxima histórica. O ativo também perdeu médias móveis e se aproximou do suporte anual em R$ 37,32. A configuração segue desfavorável aos compradores, com necessidade de recuperação de R$ 39,38 para sinalizar mudança de tendência.
Petrobras e Vale: cenários distintos
A Petrobras (PETR4), apesar de uma queda semanal de 9,73%, ainda preserva uma estrutura de alta anual, com valorização de 48,48% em 2026. O papel negociou abaixo das médias móveis de curto prazo, indicando enfraquecimento, mas manteve-se acima da média de 200 períodos. O primeiro suporte está em R$ 51,17, e a superação de R$ 54,28 é crucial para retomar a força.
A Vale (VALE3) apresentou um desempenho mais resiliente, com leve valorização de 0,24% na semana, apesar de seguir em tendência de baixa. A última sessão formou um padrão de "engolfo de alta", que pode favorecer uma tentativa de recuperação no curto prazo. O papel precisa superar a média de 9 períodos, próxima de R$ 62,82, para confirmar uma mudança de tendência.
Ibovespa e Dólar: novos referenciais técnicos
O Ibovespa encerrou a semana com uma queda de 18,12%, rompendo suportes relevantes como 200 mil e 189.487 pontos. O índice se aproximou da mínima de agosto em 164.835 pontos, com o IFR em região de sobrevenda, o que pode favorecer um repique técnico. No entanto, a tendência permanece defensiva, com suportes importantes entre 164 mil e 160 mil pontos.
No mercado de câmbio, o dólar futuro disparou 9,99%, fechando a semana próximo da máxima de 5.494 pontos. O movimento rompeu a estrutura de baixa anterior e o IFR se aproximou da sobrecompra, indicando um ativo tecnicamente esticado e com possibilidade de realização. A superação de 5.494 pontos é o próximo objetivo para manter a alta.



