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Balanços do 3T26: Itaú e PRIO lideram lucros; C&A e Marcopolo divergem

05 de novembro de 2026
Balanços do 3T26: Itaú e PRIO lideram lucros; C&A e Marcopolo divergem

Destaques

  • •Itaú Unibanco e PRIO registraram lucros bilionários e forte crescimento, respectivamente, no terceiro trimestre de 2026.
  • •C&A apresentou salto no lucro líquido impulsionado por créditos fiscais, enquanto Marcopolo sofreu com queda de volumes e margens.
  • •Empresas como AXIA Energia e ISA Energia tiveram resultados influenciados por efeitos contábeis e societários.

A temporada de balanços do terceiro trimestre de 2026 apresentou resultados mistos entre as principais companhias listadas na B3. Enquanto Itaú Unibanco e BB Seguridade reportaram lucros bilionários, PRIO e Vibra Energia registraram forte crescimento em seus resultados. No setor elétrico, AXIA Energia e ISA Energia tiveram números influenciados por mudanças na estrutura de ativos e efeitos contábeis. A seleção de empresas abrange companhias com participação relevante no Ibovespa e setores estratégicos da economia.

Destaques de Lucro e Crescimento

O Itaú Unibanco manteve sua solidez com um lucro líquido recorrente gerencial de R$ 12,6 bilhões, um aumento de 6,2% em relação ao ano anterior. A rentabilidade foi sustentada pela expansão da carteira de crédito, controle da inadimplência e evolução das margens financeiras.

A petroleira PRIO surpreendeu com um lucro líquido contábil de US$ 516,6 milhões, um salto de 707%, impulsionado pelo aumento da produção, entrada em operação de novos poços e valorização do petróleo Brent. O custo de extração também recuou significativamente.

A Vibra Energia também demonstrou forte desempenho, com lucro líquido de R$ 2,46 bilhões, alta de 504%, beneficiada por um ambiente de menor oferta no setor e maior combate às irregularidades. A companhia reduziu sua alavancagem.

Resultados Setoriais e de Consumo

No setor elétrico, a AXIA Energia reportou lucro líquido ajustado societário de R$ 1,8 bilhão, uma queda de 19% no trimestre, mas acumulou alta de 98% nos nove primeiros meses do ano. O resultado foi influenciado por mudanças na estrutura de ativos.

A ISA Energia Brasil apresentou lucro líquido regulatório de R$ 1,9 bilhão, alta de 246%, com o resultado contábil influenciado por um efeito extraordinário de operações societárias. Excluindo esse efeito, o lucro pró-forma avançou 14%.

A rede de farmácias RD Saúde registrou lucro líquido ajustado de R$ 439,1 milhões, alta de 9,2%, com crescimento nas vendas e avanço dos canais digitais.

Desafios e Retrações

A BB Seguridade, por outro lado, registrou uma queda de 5,1% em seu lucro líquido gerencial recorrente, pressionada pela menor contribuição da Brasilseg e BB Corretora.

A fabricante de carrocerias de ônibus Marcopolo enfrentou um trimestre mais fraco, com lucro líquido de R$ 186,5 milhões, uma queda de 43,4%. A redução nos volumes de entregas no Brasil e no exterior, além do aumento de custos, impactaram a rentabilidade.

A C&A reagiu positivamente com um salto de 145% no lucro líquido do terceiro trimestre de 2026, alcançando R$ 170,3 milhões. Esse resultado foi impulsionado pelo reconhecimento de créditos fiscais de PIS e Cofins. No entanto, o lucro líquido ajustado pós-IFRS 16 recuou 23,3%. A varejista também apresentou melhora na margem bruta de vestuário e forte geração de caixa livre.

O que esperar dos balanços

Os balanços revelam um cenário de desempenho heterogêneo na Bolsa. Enquanto empresas como PRIO e Vibra se beneficiaram de condições operacionais favoráveis, Itaú e TOTVS mostraram consistência. No setor elétrico, os resultados exigem análise cuidadosa devido a efeitos contábeis. No segmento de consumo, RD Saúde e Smart Fit mantiveram crescimento, contrastando com a retração da Marcopolo.

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