Americanas: Justiça encerra recuperação judicial após crise contábil

Destaques
- •Fim da recuperação judicial da Americanas marca o encerramento de uma crise iniciada em janeiro de 2023.
- •Ações da AMER3 tiveram alta de 17,09% no dia do anúncio, mas acumulam queda de 99,58% desde o início da crise.
- •A empresa reduziu drasticamente o número de lojas e o peso do digital em sua estratégia.
A Justiça encerrou a recuperação judicial da Americanas, um marco para a varejista que enfrentou uma crise profunda após a revelação de inconsistências contábeis de R$ 20 bilhões em janeiro de 2023. Na época, a empresa declarou R$ 43 bilhões em dívidas, o que levou a uma queda drástica no valor de suas ações, AMER3, que despencaram de R$ 12 para R$ 0,05 após grupamento.
O processo de RJ durou três anos e nove meses, período em que a Americanas passou por renegociações, capitalização e reestruturação. Essa jornada transformou não apenas o balanço da companhia, mas também sua dimensão e modelo de negócio.
A rede de lojas encolheu significativamente, com o fechamento de unidades menos rentáveis, passando de 1.803 lojas em 2022 para 1.448 no primeiro semestre de 2024, uma redução de quase 20%. O peso do digital e do marketplace também diminuiu drasticamente, com o varejo físico voltando ao centro da estratégia.
A receita líquida também reflete essa mudança de escala, caindo de R$ 5,4 bilhões no 3T22 para R$ 3,3 bilhões no 2T26. A Americanas que emerge da recuperação judicial é uma empresa menor, com operação digital mais enxuta e foco em eficiência e geração de caixa.

