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Açúcar bruto sobe com chuvas no Brasil; café arábica atinge mínima de um mês

29 de outubro de 2026
Açúcar bruto sobe com chuvas no Brasil; café arábica atinge mínima de um mês

Destaques

  • •Contratos futuros de açúcar bruto na ICE registraram alta impulsionados por preocupações com a oferta no Brasil.
  • •A produção de açúcar no centro-sul do Brasil caiu mais de 27% na primeira quinzena de outubro devido a chuvas excessivas.
  • •O café arábica atingiu sua menor cotação em um mês, enquanto o robusta também sofreu pressão de queda.

Os contratos futuros de açúcar bruto na ICE (Intercontinental Exchange) subiram nesta quinta-feira (29), impulsionados pela perspectiva de oferta mais restrita devido às chuvas associadas ao fenômeno El Niño no Brasil, principal produtor mundial. Em contrapartida, o café arábica atingiu sua menor cotação em um mês.

O açúcar bruto fechou com alta de 0,13 centavo, ou 0,7%, a 19,47 centavos por libra-peso, recuperando parte da queda de 5,6% registrada na segunda-feira, que foi atribuída à desvalorização do real brasileiro.

Produção de açúcar afetada por chuvas

A produção de açúcar na importante região centro-sul do Brasil registrou uma queda de 27,1% na primeira quinzena de outubro em comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando 1,87 milhão de toneladas métricas. A informação foi divulgada pelo Ministério da Agricultura.

As áreas de cultivo de cana-de-açúcar no país têm sido impactadas por chuvas excessivas, intensificadas pelo El Niño. A previsão é de que mais precipitações ocorram neste fim de semana e na próxima semana, o que pode comprometer ainda mais a safra.

A corretora AMDIS destacou que o preço do açúcar tem sido sustentado desde julho por previsões de queda na oferta global. Fatores como o calor e a seca prejudicaram a safra de beterraba na Europa, e uma monção fraca reduziu as expectativas para a safra de cana na Índia.

O preço do açúcar branco também acompanhou a tendência de alta, subindo 0,4% para US$ 527,60 por tonelada métrica.

Café sob pressão de queda

Por outro lado, os futuros do café arábica na ICE fecharam em queda de 1,3 centavo, ou 0,5%, a US$2,8545 por libra-peso. O contrato chegou a atingir sua menor cotação desde o final de setembro, em 2,8080.

Um dos fatores que pesam sobre o preço do café arábica é a moderação na redução dos estoques certificados pela ICE. Dados recentes indicam a chegada de mais de 42.000 sacas de café aos armazéns da bolsa, aguardando recomendação.

O real brasileiro fraco também exerce pressão sobre os preços do café. Essa desvalorização incentiva usinas, agricultores e exportadores do Brasil, maior produtor mundial, a venderem futuros de café cotados em dólares, pois isso aumenta seus retornos em moeda local.

O café robusta também operou em queda, recuando 0,7% para US$ 3.176 a tonelada, após atingir na segunda-feira seu menor nível desde março de 2024. O robusta está sob pressão geral devido ao aumento expressivo nos estoques nas bolsas e ao andamento da colheita no Vietnã, maior produtor mundial, o que impacta os preços internos no país.

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