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Ações do Bradesco (BBDC4) corrigem após máxima histórica; balanço do 3º tri é aguardado

21 de outubro de 2026
Ações do Bradesco (BBDC4) corrigem após máxima histórica; balanço do 3º tri é aguardado

Destaques

  • •Ações do Bradesco (BBDC4) recuam após atingir nova máxima histórica de R$ 22,67, mas mantêm tendência de alta.
  • •Mercado aguarda divulgação do balanço do 3º trimestre de 2026, com projeções de lucro líquido ajustado de R$ 7,1 bilhões e ROE de 16,2%.
  • •Analistas monitoram a qualidade da carteira de crédito e a inadimplência, enquanto a rentabilidade e a operação de seguros devem dar suporte aos resultados.

As ações do Bradesco (BBDC4) entraram em fase de correção após um forte rali impulsionado pelo início de outubro e o resultado das eleições, que levaram o papel a renovar sua máxima histórica em R$ 22,67. Atualmente negociando na região de R$ 20,68, o ativo ainda preserva uma estrutura gráfica positiva, com o preço acima das principais médias móveis, indicando que a tendência de alta de médio e curto prazo não foi desfeita.

O movimento de valorização recente foi acompanhado por uma melhora na percepção do mercado sobre o banco, com o J.P. Morgan elevando a recomendação de neutra para overweight. O próximo grande gatilho para o Bradesco será a divulgação do balanço do terceiro trimestre de 2026, agendada para 22 de outubro.

Expectativas para o balanço do 3º trimestre

A XP Investimentos projeta um lucro recorrente de R$ 7,1 bilhões para o terceiro trimestre, o que representaria uma alta de 14,9% na comparação anual e de 1,1% em relação ao trimestre anterior. A casa também estima um Retorno sobre o Patrimônio (ROE) de 16,2%, indicando uma evolução operacional sustentada pelo crescimento das receitas e ganhos de eficiência. No entanto, as despesas com provisões permanecem como um ponto de atenção, com a inadimplência no segmento de recursos livres atingindo 6,6% em agosto, o maior nível desde março de 2011.

O consenso compilado pela Bloomberg aponta para um lucro líquido ajustado de R$ 7,145 bilhões, um aumento de 15% ano a ano, e um ROE de 15,9%. Analistas do Itaú BBA mostram uma visão mais cautelosa, prevendo desaceleração no crescimento da carteira de crédito para cerca de 10% em 12 meses e pressão na margem financeira devido a uma composição menos favorável dos empréstimos. O Citi também expressa preocupações com a qualidade dos ativos, citando possível avanço da inadimplência em carteiras como crédito emergencial, agronegócio e cartões para faixas de renda mais baixas, com custo de risco estimado em 3,6%.

Análise técnica: tendência de alta preservada

No gráfico diário, o Bradesco mantém uma estrutura de alta, mesmo após a correção. O papel rompeu um canal de baixa e atingiu a máxima histórica de R$ 22,67 em 5 de outubro, com alta de 13,57%. Atualmente, negocia acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos (aproximadamente R$ 20,53, R$ 19,59 e R$ 18,29), com o Índice de Força Relativa (IFR) em 60,88 pontos, indicando região neutra.

Para retomar a força compradora, a ação precisa superar a região de R$ 21,00 e a máxima histórica de R$ 22,67. Acima disso, os alvos projetados são R$ 24,75, R$ 25,40 e R$ 26,00. Uma perda da região de R$ 18,95 pode levar a pressão corretiva até a média de 200 períodos em R$ 18,29.

No gráfico semanal, a tendência de alta também é preservada, com topos e fundos ascendentes desde a mínima de R$ 9,74 em 2025. A ação corrigiu após a máxima de R$ 22,67, mas se mantém acima das médias de 9 e 21 períodos (próximas de R$ 19,23 e R$ 17,97), com IFR em 62,84. A superação de R$ 21,36 e R$ 22,67 pode levar a ação aos alvos de R$ 27,00 e R$ 28,25. A região de R$ 20,00 é um suporte importante, cuja perda pode intensificar a correção.

Seguros e receitas de tarifas como suporte

A operação de seguros do Bradesco, juntamente com as receitas de tarifas e o controle de despesas, deve continuar a dar suporte aos resultados. Analistas do Goldman Sachs e Safra destacam que esses fatores podem compensar uma dinâmica mais fraca da atividade bancária tradicional. A recente reorganização da Bradsaúde e o aumento de capital de quase R$ 10 bilhões também são vistos como aspectos positivos para a avaliação do banco, embora uma base de capital maior possa pressionar o ROE no curto prazo.

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