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Washington e Denver proíbem produção e venda de foie gras por alimentação forçada

07 de novembro de 2026
Washington e Denver proíbem produção e venda de foie gras por alimentação forçada

Destaques

  • •Eleitores de Washington e Denver aprovaram medidas que proíbem a produção e venda de foie gras obtido por alimentação forçada de aves.
  • •A Califórnia é o único estado americano com proibição total, enquanto outras cidades já possuíam restrições parciais.
  • •O Brasil já proibiu a prática em julho de 2026, tornando-se o segundo país a adotar tal medida.

Eleitores de Washington e Denver, nos Estados Unidos, aprovaram medidas que proíbem a produção e a venda de foie gras obtido por meio da alimentação forçada de aves. Em Washington, a proposta teve 73,24% de aprovação, enquanto em Denver, 67,45% dos eleitores votaram a favor. As novas regras valem apenas para os dois municípios e ampliam as restrições ao foie gras nos EUA, mas não estabelecem uma proibição nacional.

As medidas proíbem a alimentação forçada de patos e gansos para aumentar o tamanho do fígado e restringem a comercialização e a circulação de produtos obtidos por esse método. Em Washington, a proibição abrange a venda comercial, a distribuição e a importação. Já em Denver, as restrições incluem também o transporte e o recebimento desses produtos.

O que é a alimentação forçada?

O foie gras, que significa "fígado gordo" em francês, é produzido a partir do fígado de patos e gansos submetidos a um processo de alimentação e engorda conhecido como "gavage". A técnica consiste na introdução de um tubo pela garganta da ave até o esôfago para fornecer uma quantidade de alimento superior à que o animal consumiria naturalmente, com o objetivo de aumentar o tamanho do fígado.

O procedimento é criticado por organizações de defesa dos animais, como a Pro-Animal Future, que argumentam que a alimentação forçada causa sofrimento às aves e prejudica o bem-estar animal. A organização afirma que busca acabar com indústrias que tratam animais como objetos, mantendo-os confinados e privados de condições naturais.

Oposição e antecedentes

As propostas também enfrentaram oposição do setor gastronômico. Bart Hutchins, chef e proprietário do restaurante Butterworth's, em Washington, argumentou em artigo no "The Washington Post" que a alimentação forçada intensifica um processo biológico natural das aves e não caracteriza crueldade. Ele também alertou que a proibição pode afastar profissionais da gastronomia do debate sobre a origem dos alimentos.

Antes das votações, a Califórnia era o único estado americano com proibição total em seu território. Algumas cidades, como Nova York e Pittsburgh, já adotavam restrições parciais. Com as novas regras, Washington e Denver se juntam a esse grupo.

Proibição no Brasil e outros países

No Brasil, a produção e a comercialização de foie gras e de outros produtos obtidos por alimentação forçada foram proibidas em julho de 2026. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que impede a produção e a venda desses alimentos, tanto in natura quanto enlatados. A norma prevê pena de três meses a um ano de prisão, além de multa, para quem descumprir a proibição, seguindo a Lei de Crimes Ambientais.

Com a sanção, o Brasil se tornou o segundo país, após a Índia, a proibir tanto a produção quanto a comercialização de produtos obtidos por alimentação forçada. Outros países como Reino Unido, Alemanha, Itália, Austrália e Argentina já adotavam restrições à produção.

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