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Violência doméstica: 945 mil casos registrados em 9 meses em 2026

02 de novembro de 2026
Violência doméstica: 945 mil casos registrados em 9 meses em 2026

Destaques

  • •Registros de violência doméstica em 2026 já superam totais anuais de 2020 a 2023.
  • •São Paulo lidera o ranking de casos, com mais de 158 mil registros até setembro.
  • •O número recorde de casos levanta preocupações sobre a eficácia das políticas de proteção à mulher.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) registrou 945.015 casos de violência doméstica de janeiro a setembro de 2026, um número recorde para o período. Segundo o painel de violência contra a mulher do DataJud (Base Nacional de Dados do Poder Judiciário), os registros em apenas 9 meses já superaram os totais anuais de 2020 a 2023, indicando um aumento preocupante da incidência deste tipo de crime no país.

O DataJud abrange casos de lesão cometida em razão da condição de mulher, violência psicológica e crimes previstos na Lei Maria da Penha. No entanto, processos enquadrados como feminicídio não entram nesta contagem. O total de 2026 já ultrapassou os 755.126 casos de 2024 e os 842.927 de 2025, que eram os maiores registros anuais até então.

São Paulo lidera o ranking de casos

O estado de São Paulo registrou o maior número de casos de violência doméstica no período, com 158.178 ocorrências até 30 de setembro de 2026. Em seguida, o Paraná aparece em segundo lugar, com 94.690 casos, e Minas Gerais na terceira posição, com 83.762 registros. A concentração de casos em alguns estados pode indicar a necessidade de políticas públicas mais direcionadas e eficazes.

Aumento da incidência e preocupações

O recorde de casos em 2026 levanta sérias preocupações sobre a eficácia das medidas de prevenção e combate à violência contra a mulher no Brasil. Apesar dos esforços legislativos e de conscientização, os números indicam que a violência doméstica continua sendo um problema grave e crescente. A superação dos totais anuais anteriores em menos de um ano sugere a urgência de novas abordagens e o fortalecimento das redes de apoio às vítimas.

A análise detalhada dos dados do DataJud pode fornecer insights importantes sobre os tipos de violência mais recorrentes e os perfis das vítimas e agressores, auxiliando na formulação de políticas públicas mais assertivas. A expectativa é que os números consolidados ao final de 2026 revelem a real dimensão do problema e sirvam de base para ações futuras.

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