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Vale: Lucro cai 54% no 3T26, mas metais básicos compensam queda do minério

29 de outubro de 2026
Vale: Lucro cai 54% no 3T26, mas metais básicos compensam queda do minério

Destaques

  • •Lucro líquido da Vale despenca 54% no terceiro trimestre de 2026, atingindo US$ 1,255 bilhão.
  • •Receita líquida avança 2% impulsionada pela alta de 56% no preço do cobre e aumento nas vendas de níquel.
  • •Mineradora reafirma metas de produção para 2026 e busca atingir metade superior das projeções de cobre e níquel.

A Vale (VALE3) divulgou nesta quinta-feira (29) um lucro líquido de US$ 1,255 bilhão no terceiro trimestre de 2026, uma queda acentuada de 54% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado, que projetavam US$ 1,508 bilhão. O Ebitda proforma também recuou 20%, para US$ 3,508 bilhões, embora ligeiramente acima do esperado.

A performance foi impactada pela redução de 10% nos preços realizados do minério de ferro, que caíram para US$ 85,1 por tonelada, e pela apreciação do real frente ao dólar, que diminui os ganhos com exportações. O aumento nos preços do bunker, combustível utilizado nos navios, também pressionou os resultados, elevando o custo caixa C1 em 12% anualmente para US$ 23,1 por tonelada e o custo all-in em 21% para US$ 60,4 por tonelada.

Produção e Vendas em Queda no Minério de Ferro

A produção de minério de ferro totalizou 88,4 milhões de toneladas no 3T26, uma queda de 6% em relação ao ano anterior, principalmente devido à menor disponibilidade de minério bruto em Serra Norte. Apesar da queda na produção, as vendas de minério de ferro alcançaram 86,3 milhões de toneladas, praticamente estáveis devido à venda de estoques acumulados.

Por outro lado, a produção de pelotas registrou um aumento de 7%, totalizando 8,6 milhões de toneladas. A mina de Serra Sul (S11D) atingiu sua maior produção trimestral histórica, impulsionada pelo projeto Serra Sul +20 e pelo início das operações do Britador de Compactos.

Metais Básicos Impulsionam Receita

Na divisão de metais básicos, o cobre apresentou um desempenho robusto, com preços realizados de US$ 15.314 por tonelada, um avanço de 56% na comparação anual. A produção de cobre, no entanto, recuou 6% para 85,5 mil toneladas, devido a uma reforma programada no moinho SAG de Sossego, mas foi parcialmente compensada pelo forte resultado de Salobo.

A produção de níquel avançou 6%, para 49,7 mil toneladas, impulsionada pelo forno de Onça Puma e pela refinaria de Sudbury. Os preços realizados do níquel somaram US$ 16.898 por tonelada, com queda trimestral, mas alta anual de 9%. A receita líquida de vendas entre junho e setembro atingiu US$ 10,599 bilhões, um avanço de 2% ano a ano, com o bom desempenho dos metais básicos amenizando a queda no minério.

Projeções e Metas Futuras

A Vale reafirmou suas projeções de produção de minério de ferro para 2026 entre 335 milhões e 345 milhões de toneladas e manteve a expectativa de atingir o ponto médio da faixa de produção de pelotas, entre 30 milhões e 34 milhões de toneladas. A companhia também busca atingir a metade superior das faixas de guidance de cobre e níquel para 2026.

A mineradora tem como meta produzir até 500 mil toneladas de cobre por ano até 2030, com a expansão da mina de Salobo prevista para adicionar cerca de 30 mil toneladas anuais a partir de 2028. Para 2026, a previsão é de 360 mil a 380 mil toneladas de cobre.

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