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Unimed Campinas usa IA para automatizar gestão de suprimentos hospitalares

05 de novembro de 2026
Unimed Campinas usa IA para automatizar gestão de suprimentos hospitalares

Destaques

  • •Unimed Campinas implementa IA para automatizar cálculo de demanda, reposição e emissão de ordens de compra de materiais hospitalares.
  • •A tecnologia desenvolvida pela GTPLAN libera equipe para focar em decisões estratégicas e análise de exceções, aumentando a eficiência e previsibilidade.
  • •A automação de processos críticos na gestão de suprimentos representa uma mudança estrutural no uso da IA em organizações de saúde.

A Unimed Campinas adotou uma plataforma de inteligência artificial (IA) para automatizar etapas críticas da gestão de suprimentos hospitalares. A solução, desenvolvida pela GTPLAN, calcula a procura por materiais, identifica necessidades de reposição e emite ordens de compra de forma autônoma, dentro de parâmetros pré-definidos. A iniciativa marca uma evolução no uso da IA, que passa de ferramenta de apoio à decisão para agente operacional.

Processos que antes demandavam horas de análise manual agora são conduzidos automaticamente pela plataforma GTPLAN AI. Isso permite que a equipe de planejamento da Unimed Campinas se dedique à supervisão, análise de exceções e decisões estratégicas, otimizando o fluxo de trabalho.

Impacto na gestão de suprimentos

O abastecimento é uma área vital para hospitais, impactando a disponibilidade de medicamentos e materiais, além do equilíbrio financeiro. Na Unimed Campinas, a nova plataforma alterou a rotina da equipe de planejamento de materiais.

Rodrigo Gatti, analista de planejamento e suprimentos hospitalares da Unimed Campinas, destacou a mudança para um papel mais estratégico. "A inteligência artificial realiza grande parte das análises operacionais e conduz automaticamente diversos fluxos do planejamento até a emissão das ordens de compra", afirmou. Ele ressaltou que a IA trouxe mais agilidade, previsibilidade e segurança, liberando a equipe para atividades de maior valor agregado.

O projeto padronizou processos e ampliou a visão estratégica da área, segundo Gatti. A automação de etapas críticas resultou em maior consistência operacional e redução significativa do tempo gasto em atividades manuais, proporcionando uma equipe mais focada no que gera mais valor para o hospital e para o atendimento aos pacientes.

Automação e próximos passos

A implementação envolveu um mapeamento conjunto de itens e estratégias de abastecimento com alto potencial de automação. Danilo Akio e Jorge Humberto Crivelli, consultores da GTPLAN, explicaram que a prioridade foi reduzir a carga operacional em um grande volume de unidades de manutenção de estoque (SKUs). Os resultados práticos já abrem caminho para expandir a automação a outros itens.

Felipe Noronha, customer success manager e partner da GTPLAN, vê o projeto como um reflexo de uma mudança estrutural no uso da IA. "A inteligência artificial está deixando de ser apenas uma tecnologia de apoio para assumir um papel operacional dentro das empresas", disse. Ele explicou que a capacidade da IA de calcular demanda, identificar necessidades e iniciar fluxos de abastecimento representa um novo patamar de automação.

Noronha concluiu que hospitais estão migrando de um modelo onde pessoas operam sistemas para um onde gerenciam processos conduzidos pela IA. "Esse é um caminho sem volta para instituições que buscam eficiência operacional sem abrir mão da segurança e da qualidade assistencial", afirmou.

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