Ucrânia e Rússia realizam 1ª evacuação humanitária conjunta em Oleshky

Destaques
- •Moradores de Oleshky, cidade ucraniana ocupada pela Rússia, iniciaram evacuação em operação conjunta inédita.
- •A rota para quem escolhe a Ucrânia é complexa, envolvendo viagens terrestres, aéreas e cruzamento de fronteiras via Belarus.
- •A operação marca um raro momento de cooperação entre os lados em conflito, com cessar-fogo localizado para permitir a saída de civis.
Moradores de Oleshky, cidade ucraniana ocupada pela Rússia no sul do país, começaram a deixar o local na sexta-feira (30.out.2026) em uma operação conjunta de ajuda humanitária. Esta é a primeira evacuação desse tipo desde o início da guerra, há mais de quatro anos.
A operação representa um raro momento de cooperação entre os lados em conflito. Um cessar-fogo localizado na região de Kherson permitiu a desminagem das estradas de saída de Oleshky, viabilizando o deslocamento dos civis. A Casa Branca informou em 23 de outubro que a primeira-dama dos EUA, Melania Trump, auxiliou na negociação deste cessar-fogo.
Detalhes da Operação e Rotas
Um comboio com 25 ônibus e ambulâncias chegou à cidade para entregar alimentos e medicamentos e retirar os moradores que desejavam partir. Os evacuados tinham a opção de se deslocar para a Rússia ou para a Ucrânia.
Apesar de o território ucraniano estar a apenas 5 km de Oleshky, o trajeto para quem optou por retornar à Ucrânia é complexo. Os civis precisam primeiro viajar até Anapa, no sul da Rússia, seguir de avião para Belarus e, em seguida, cruzar a fronteira em direção à região de Chernihiv.
Contexto e Impacto da Guerra
Oleshky está localizada na margem do rio Dniepre controlada pela Rússia, em frente à cidade de Kherson. As tropas russas ocuparam a cidade nos primeiros dias da invasão em grande escala, em fevereiro de 2022. A região sofreu danos extensos e foi gravemente inundada após a destruição da barragem de Kakhovka, rio acima, em junho de 2023.
Imagens divulgadas em perfis de autoridades da Ucrânia no X (antigo Twitter) mostraram residentes emocionados abraçando integrantes da delegação ucraniana sob forte chuva, evidenciando o impacto humano do conflito.
Reações Oficiais
Kyrylo Budanov, chefe do gabinete presidencial da Ucrânia, confirmou em publicação no X que a operação humanitária estava em andamento. O Kremlin, por sua vez, descreveu o episódio como um caso especial, indicando a natureza incomum da ação conjunta.
Matérias originais
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