UBS considera deixar Suíça após novas exigências de capital
Destaques
- •Executivos do UBS preparam planos de contingência para uma possível mudança de sede fora da Suíça.
- •A possível saída ocorre devido a novas e mais rigorosas exigências de capital impostas pelo governo suíço.
- •O futuro do UBS, um pilar da economia suíça, está em jogo em uma disputa entre o banco e o parlamento.
O UBS, o último grande banco global com sede na Suíça, está seriamente considerando uma mudança de sua base para fora do país. Executivos e assessores do banco elaboram planos de contingência diante da possibilidade de o parlamento suíço aprovar exigências mais rigorosas de capital, uma resposta ao resgate do Credit Suisse há três anos.
As alternativas em discussão incluem a compra de uma instituição financeira nos Estados Unidos, fusão com um concorrente europeu ou até a venda do próprio banco. Essa possível saída representa uma crise existencial para a Suíça, que vê sua identidade econômica ligada ao setor financeiro.
O governo suíço quer que o UBS mantenha capital adicional para cobrir suas operações globais, o que o banco estima custar cerca de US$ 16 bilhões. A ministra das Finanças, Karin Keller-Sutter, acredita que sair custaria mais ao UBS do que permanecer, mas o professor Stefan Legge descreve a situação como um jogo de "quem pisca primeiro".
O projeto de lei ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento, com a expectativa de que o UBS tenha sete anos para implementar gradualmente as novas exigências. A pressão por mudança também vem de acionistas externos, como a Cevian Capital e a Artisan Partners.

