Economia & PolíticaRelevância BR: 9/10

UBS BB rebaixa Dasa (DASA3) e reduz preço-alvo para R$ 3,40

03 de novembro de 2026
UBS BB rebaixa Dasa (DASA3) e reduz preço-alvo para R$ 3,40

Destaques

  • •UBS BB rebaixa recomendação de compra para neutra e preço-alvo da Dasa (DASA3) para R$ 3,40, citando juros altos.
  • •A alta da taxa de juros deve reduzir em 6% o lucro líquido projetado da Dasa para 2027 e pressiona vencimentos de dívida em 2028.
  • •Análise do UBS BB abrange todo o setor de saúde, com impacto variado na lucratividade e no valor justo das empresas.

As ações da Dasa (DASA3) sofreram uma forte desvalorização nesta terça-feira (3), caindo 14,43% e sendo cotadas a R$ 2,55 por volta das 12h45 (horário de Brasília). A queda ocorreu após o UBS BB rebaixar a recomendação de compra para neutra e reduzir o preço-alvo dos papéis para R$ 3,40.

A revisão da recomendação pelo UBS BB reflete a maior exposição da companhia ao cenário de juros elevados no Brasil. Segundo o banco, a taxa de juros mais alta pressiona o resultado financeiro da Dasa e aumenta seu custo de capital. O UBS BB estima que a taxa de juros mais alta deve reduzir em 6% o lucro líquido projetado da Dasa para 2027.

Impacto dos juros elevados e endividamento

O UBS BB também destaca o perfil de endividamento da Dasa como um ponto de atenção. A companhia enfrenta R$ 1,3 bilhão em vencimentos de dívida previstos para 2028. Os analistas do banco avaliam que essa estrutura de dívida pode limitar o ritmo de recuperação das ações da empresa, apesar de manterem uma visão positiva sobre a retomada da operação de diagnósticos da Dasa.

A mudança de recomendação faz parte de uma análise mais ampla do UBS BB sobre empresas do setor de saúde, motivada pela deterioração da curva de juros brasileira após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O banco elevou em 1 ponto percentual suas premissas de custo de capital próprio (COE) para todo o setor e reduziu os preços-alvo das empresas cobertas entre 5% e 28%.

Análise setorial e comparações

O ambiente de juros elevados por mais tempo exige maior seletividade no setor de saúde, segundo o UBS BB. A taxa dos títulos públicos de dez anos chegou a 15,5%, enquanto a taxa de um ano avançou para 14,4%. O impacto da alta dos juros varia conforme a estrutura financeira de cada companhia.

O aumento de 1 ponto percentual no custo de capital pode reduzir entre 5% e 8% o valor justo de empresas com menor alavancagem. Na Hapvida (HAPV3), o efeito supera 20%, enquanto na Dasa a pressão ocorre também pelo resultado financeiro. Para Rede D'Or (RDOR3) e Fleury (FLRY3), o impacto estimado é de aproximadamente 1%. Já a Bradsaúde (SAUD3) deve registrar crescimento de 5% no lucro líquido, beneficiada por sua posição de balanço.

O perfil de vencimento das dívidas também difere entre as empresas. Enquanto mais de 80% dos compromissos financeiros de Rede D'Or e Hapvida vencem após 2028, a Dasa tem R$ 1,3 bilhão em vencimentos naquele ano. A Fleury apresenta prazo médio de vencimento da dívida de 2,8 anos.

Entre as empresas do setor, a Bradsaúde permanece como principal escolha do UBS BB, que também mantém recomendação de compra para Rede D'Or. Para Hapvida, o preço-alvo passou a R$ 5,60, e para Fleury, R$ 22,20.

Receba as Melhores Notícias

Assine nossa newsletter e receba diariamente as notícias mais relevantes, sem viés político.

Edição matinal diária às 07:00 • 7 minutos de leitura • Gratuita.

Notícias Relacionadas

UBS BB rebaixa Dasa (DASA3) e reduz preço-alvo para R$ 3,40 | AINewz | AINewz — Inteligência de Notícias