Estoques de óleo de palma da Malásia podem atingir recorde histórico em outubro

Destaques
- •Estoques de óleo de palma da Malásia devem atingir recorde histórico em outubro, com alta estimada de 6,8%.
- •A produção recorde e o aumento das exportações não foram suficientes para reduzir o volume acumulado.
- •Analistas preveem que os estoques elevados persistam até o primeiro trimestre de 2027, com potencial impacto do El Niño.
Os estoques de óleo de palma da Malásia devem atingir um recorde histórico em outubro, impulsionados por uma produção robusta que não foi totalmente absorvida pelo aumento das exportações. A estimativa aponta para um crescimento de 6,8% nos estoques, que passariam de 3,51 milhões de toneladas métricas em setembro para 3,75 milhões de toneladas métricas em outubro, marcando o sétimo aumento mensal consecutivo.
A produção de óleo de palma bruto (CPO) também deve registrar um novo pico, com previsão de alta de 3,8% para 2,2 milhões de toneladas métricas, superando o recorde de setembro. Esse cenário de produção elevada, mesmo com a recuperação das exportações, tem levado ao acúmulo de grandes volumes.
Produção e exportações em alta, mas não o suficiente
As exportações de produtos de óleo de palma saltaram 42,8% em outubro, atingindo 1,6 milhão de toneladas métricas. Este foi o maior volume em um ano, interrompendo duas quedas mensais consecutivas. No entanto, o aumento nas vendas externas não foi suficiente para reduzir o volume total estocado.
“O aumento nas exportações não conseguiu reduzir o estoque final devido aos grandes volumes acumulados”, explicou Paramalingam Supramaniam, diretor da corretora Pelindung Bestari. A produção, por sua vez, continuou a crescer, superando o pico de setembro.
Perspectivas e o impacto do El Niño
Analistas preveem que os estoques elevados de óleo de palma persistam pelo menos até o primeiro trimestre de 2027. A expectativa é que um possível fenômeno El Niño, que traz tempo seco para a Ásia, possa causar perturbações climáticas suficientes para reduzir a produção futura.
“É provável que esses estoques elevados persistam pelo menos até o primeiro trimestre de 2027, quando um El Niño previsto poderá causar perturbações climáticas suficientes para reduzir a produção”, afirmou Supramaniam. A produção ainda não apresentou queda em outubro e deve atingir um recorde, superando o pico registrado em setembro, segundo Anilkumar Bagani, chefe de pesquisa da Sunvin Group.
O equilíbrio entre importações, consumo interno e a produção e exportações são os principais fatores que determinam o aumento dos estoques finais, segundo Bagani.



