Economia & PolíticaRelevância BR: 2/10

Trump vota antecipadamente e volta a questionar segurança eleitoral nos EUA

25 de outubro de 2026
Trump vota antecipadamente e volta a questionar segurança eleitoral nos EUA

Destaques

  • •Presidente dos EUA votou antecipadamente na Flórida para as eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro.
  • •Trump reiterou alegações de fraude eleitoral sem apresentar provas e criticou o sistema, apesar de sua baixa aprovação.
  • •A desconfiança sobre a aceitação do resultado eleitoral por parte de Trump é alta, inclusive entre republicanos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, votou antecipadamente no sábado (24.out.2026), na Flórida, para as eleições de meio de mandato, que ocorrem em 3 de novembro e definirão o controle do Congresso norte-americano. Após votar em Palm Beach, próximo à sua residência em Mar-a-Lago, Trump participou de um comício na Geórgia. Sua esposa, Melania Trump, também exerceu o voto.

Antes do evento de campanha, o presidente voltou a levantar suspeitas sobre a segurança do sistema eleitoral dos EUA, alegando fraude em massa nas eleições de 2020 sem apresentar evidências e mencionando a existência de cédulas inválidas em Los Angeles. Trump já havia defendido a intervenção republicana na supervisão da votação em alguns locais e sugerido a "nacionalização" das eleições, contrariando a Constituição, que atribui aos Estados a administração do processo eleitoral.

Baixa aprovação e desafios para o Partido Republicano

Donald Trump chega às eleições de meio de mandato com o menor índice de aprovação presidencial do século às vésperas de um pleito desse tipo, registrando apenas 33% de aprovação. Essa baixa popularidade pode impactar o desempenho do Partido Republicano, com potencial perda de cadeiras na Câmara e no Senado.

O presidente enfrenta pontos de vulnerabilidade que podem afetar o partido como um todo. A inflação nos Estados Unidos, que avança no ritmo mais acelerado dos últimos três anos, e o aumento dos preços dos combustíveis têm pesado no custo de vida dos consumidores. O fechamento do estreito de Ormuz agravou a pressão sobre o preço da gasolina, aumentando a insatisfação popular.

A combinação de inflação alta, gasolina cara e descontentamento com a guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro, pode gerar pressão adicional sobre os republicanos em distritos e Estados onde a economia é um fator decisivo para o voto. Trump já chegou a afirmar que "ama a inflação" e que os preços recuariam com o fim do conflito, além de pressionar postos de combustíveis a reduzirem os preços.

Desconfiança sobre aceitação do resultado eleitoral

Uma pesquisa Washington Post/ABC News/Ipsos, divulgada em 20 de outubro, revelou que 7 em cada 10 norte-americanos não confiam que Donald Trump aceitará o resultado das eleições legislativas de novembro caso seu partido seja derrotado. Essa desconfiança se estende até mesmo entre aliados do presidente, com 36% dos republicanos expressando dúvidas sobre o reconhecimento de uma eventual derrota.

Entre os eleitores independentes, o percentual de desconfiança chega a 77%, e entre os democratas, atinge 94%. O levantamento foi realizado entre 9 e 13 de outubro de 2026, com 2.545 adultos norte-americanos, e possui margem de erro geral de 2 pontos percentuais.

Receba as Melhores Notícias

Assine nossa newsletter e receba diariamente as notícias mais relevantes, sem viés político.

Edição matinal diária às 07:00 • 7 minutos de leitura • Gratuita.

Notícias Relacionadas

Trump vota antecipadamente e volta a questionar segurança eleitoral nos EUA | AINewz | AINewz — Inteligência de Notícias