Economia & PolíticaRelevância BR: 10/10

Falta de ônibus prejudica eleitores; STF prorroga votação em todo o país

25 de outubro de 2026
Falta de ônibus prejudica eleitores; STF prorroga votação em todo o país

Destaques

  • •Problemas no transporte público em diversas cidades brasileiras dificultaram o acesso de eleitores às urnas no segundo turno das eleições.
  • •O ministro Cristiano Zanin, do STF, determinou a prorrogação da votação até as 19h em todo o país, atendendo a pedidos das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro.
  • •A decisão gerou controvérsia e suspendeu a totalização dos votos, com impacto na divulgação dos resultados.

A falta de transporte público em diversas cidades do Brasil no segundo turno das eleições presidenciais deste domingo (25) gerou filas, longas esperas e impediu que muitos eleitores chegassem às urnas a tempo. As denúncias de redução da frota de ônibus e outras restrições levaram a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a acionar a Justiça Eleitoral, solicitando a prorrogação do horário de votação. O pedido foi acolhido pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a extensão do pleito até as 19h em todo o país.

A decisão de Zanin, tomada perto do horário oficial de encerramento da votação (17h), atendeu tanto ao pedido da campanha de Lula, que alegou problemas no transporte em ao menos nove estados, quanto a uma solicitação da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que apontou dificuldades causadas por chuvas fortes em municípios do Sul.

Problemas no transporte e ações judiciais

Relatos de falta de ônibus circularam em cidades como Salvador (BA), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e outras. Em Salvador, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) chegou a determinar a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, e a recomposição imediata da frota de ônibus. A prefeitura alegou que os veículos foram retidos para a retirada de adesivos de propaganda eleitoral.

Em São Paulo, a campanha de Lula denunciou que a frota de ônibus operava com apenas 60% do previsto, apesar de uma decisão judicial que determinava 100% de circulação. A SPTrans, por sua vez, alegou dificuldades operacionais para readequar escalas de trabalho com pouca antecedência.

As centrais sindicais criticaram a situação, classificando-a como um obstáculo deliberado ao exercício da cidadania e cobrando providências das autoridades. A Polícia Federal também abriu inquérito para investigar possíveis crimes eleitorais relacionados à retenção de ônibus em cinco estados.

Prorrogação da votação e suspensão da apuração

A decisão do ministro Cristiano Zanin de estender o horário de votação até as 19h gerou controvérsia. O Ministério Público Eleitoral se manifestou contra a prorrogação, argumentando que as medidas já adotadas seriam suficientes. Além disso, a medida foi criticada por alguns setores como uma interferência indevida do Judiciário no processo eleitoral.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que inicialmente havia iniciado a totalização dos votos, suspendeu a apuração após a decisão do STF. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, orientou que as seções eleitorais que ainda estivessem abertas permanecessem funcionando até as 19h, mas esclareceu que as urnas já fechadas não seriam reabertas.

A prorrogação, embora tenha visado garantir o direito ao voto, levantou questionamentos sobre a uniformidade da aplicação da medida e o impacto na apuração, especialmente em locais onde as urnas já haviam sido encerradas antes da comunicação oficial.

Próximos passos

A divulgação dos resultados da eleição presidencial foi retomada após o encerramento da votação às 19h. A apuração, que havia sido suspensa, deve prosseguir ao longo da noite, com a totalização dos votos das seções que permaneceram abertas até o novo horário.

Receba as Melhores Notícias

Assine nossa newsletter e receba diariamente as notícias mais relevantes, sem viés político.

Edição matinal diária às 07:00 • 7 minutos de leitura • Gratuita.

Notícias Relacionadas